De acordo com relatório da agência, os ratings do Bradesco incorporam a participação de mercado significativa que a instituição detém no Brasil mesmo após o recente anúncio de fusão entre o Itaú e o Unibanco; a sua forte franquia como um dos bancos de varejo mais diversificados da América Latina; a sua adequada capacidade de geração de receitas com vendas cruzadas crescentes; e seus bons níveis de liquidez.
"Esses aspectos positivos são compensados parcialmente pela exposição do Bradesco aos riscos econômicos e setoriais do Brasil, entre eles os desafios de controlar os riscos de crédito mediante um ambiente mais desafiador em geral para a indústria bancária, o que deverá pressionar as margens em decorrência da elevação tanto nos custos de captação de recursos (funding) quanto nos riscos de crédito", afirmou a S&P no documento.
Segundo a agência, outros fatores que restringem os ratings são os indicadores mais fracos do banco para patrimônio líquido ajustado e empréstimos problemáticos quando comparados aos dos pares internacionais.
"A perspectiva estável dos ratings reflete nossa expectativa de que o Bradesco manterá suas fortes posições de crédito, incluindo diversificação acima da média, forte liquidez e boa rentabilidade", apontou a S&P.
Com ativos totais no valor de R$ 429,5 bilhões em setembro de 2008 (US$194,5 bilhões ao câmbio de R$2,21/US$1), o Bradesco mantém sua posição entre os maiores bancos do setor privado do Brasil e da América Latina.
(Redação - InvestNews)