O economista avaliou que, quando forem feitos os reajustes anuais das tarifas, poderá haver aumento refletindo a valorização do dólar, provocada pela crise.
"A crise externa está provocando uma elevação do dólar, não porque os fundamentos da economia estejam sendo questionados. Mas, sim, porque os investidores externos e os aplicadores na Bolsa de Valores e no mercado de títulos, que estavam com posições no Brasil, devido à crise nos Estados Unidos e nos países desenvolvidos, estão, agora, sendo obrigados a mandar dólares para fora para recompor posições em seus países de origem", explicou.
Segundo Castro, a demanda maior por dólares faz com que a moeda suba. Com essa valorização, segundo o especiaista, é natural que haja aumento do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), que reflete nas tarifas das distribuidoras de energia.
Por isso, ele acredita que, no próximo ano, poderá haver um aumento da tarifa de energia, motivado pela valorização cambial. "O consumidor residencial vai ter uma tarifa acima da inflação."
Ele disse que há um componente da crise que pode ser favorável ao consumidor, a desaceleração do consumo. Menos consumo significa sobra de energia e, conseqüentemente, um menor uso de termelétricas e um maior uso da energia advinda de usinas hidrelétricas, que é mais barata. "Essa é uma variável que vai ser contra o aumento de tarifas", avalia Castro.
As informações são da Agência Brasil.
(Redação - InvestNews)