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Pânico pode dar uma trégua nesta terça-feira

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SÃO PAULO, 28 de outubro de 2008 - O caos deve dar uma trégua nesta terça-feira, às vésperas da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), dos Estados Unidos e divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano referente ao terceiro trimestre deste ano. Há pouco, o Ibovespa com vencimento em dezembro registrava forte valorização de 7,85%, aos 32.195 pontos, nas negociações futuras da BM&FBovespa.

Na Ásia, a bolsa de Tóquio subiu 6,41%, Hong Kong avançou incríveis 14,35% e Xangai cresceu 3,09%. Ainda por lá, o governo do Japão anunciou a proibição das vendas de ações a descoberto ("short selling"), uma prática acusada de acelerar a queda das bolsas. "Pedi aos mercados de ações que rejeitem as ordens de venda a descoberto a curto prazo", declarou o ministro das Finanças, Shoichi Nakagawa.

Já na Europa, o movimento de alta permanece, embora as ações do Dexia e do BNP Paribas recuam mais de 5%. Em contrapartida, as mineradoras são destaques de alta, com 10,1% para a Xstrata, 9,09% para a Rio Tinto e 8,46% para a BHP Billinton. Os índices futuros norte-americanos também operam em alta nesta manhã.

Sobre o setor financeiro, o grupo espanhol Santander anunciou hoje um lucro líquido de ? 6,935 bilhões entre janeiro e setembro de 2008, alta de 5,5% em relação aos ? 6,572 bilhões observados no mesmo período do ano anterior. Já o Mitsubishi UFJ Financial Group, maior instituição financeira do Japão, confirmou hoje a informação de que venderá ações próprias para elevar seu capital em 990 bilhões de ienes (US$ 10,7 bilhões), com o objetivo de enfrentar a crise financeira mundial.

Quanto à agenda econômica, o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) realiza o primeiro dia da reunião de política monetária para analisar uma possível redução da taxa básica de juros. Já o Conference Board anuncia o índice de confiança do consumidor, referente a outubro, enquanto que o escritório regional do Fed de Richmond informa o índice de manufatura da região, também referente a outubro.

"Os planos de estabilização do setor financeiro, adotados nos Estados Unidos e Europa, e a ação ágil do Fundo Monetário Internacional (FMI) começam a produzir resultados com declínio das taxas no mercado secundário e lentamente irrigar o mercado de crédito. A desalavancagem também já dá sinais de estar perto de seu final com a perda de valor das empresas listadas nas principais bolsas chegando aos US$ 34 trilhões desde sua máxima até ontem. Além disso, com a eleição norte-americana creio que teremos a injeção de credibilidade necessária para que os EUA, berço da crise, consigam implementar um plano de estímulo à economia", segundo análise de Mario Battistel, gerente de câmbio da Fair Corretora.

(Vanessa Correia - InvestNews)