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Melhora das bolsas reforça queda do dólar

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SÃO PAULO, 28 de outubro de 2008 - Os investidores se mostram um pouco mais otimistas nesta manhã, mas a cautela pré-reunião do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) - que deve resultar em novo corte de juros - e com os dados do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano prevalece. O dólar, depois de oscilar entre a mínima de R$ 2,167 e a máxima de R$ 2,20, fechou a primeira etapa em baixa de 3,33%, vendido a R$ 2,175, acompanhando as outras moedas do globo e a recuperação das principais bolsas de valores. Em Nova York, por exemplo, o índice Dow Jones subia 0,33%.

De acordo com a diretora da AGK corretora, Miriam Tavares, resultados corporativos melhores do que o esperado e a recuperação do petróleo ajudam no humor do mercado. "Parte dessa alta nas bolsas são ajustes, com os preços baixos dos papéis atraindo os caçadores de pechinchas a refazer posições", avalia Miriam.

O grupo Santander anunciou lucro líquido de aproximadamente US$ 8,65 bilhões no período de janeiro a setembro, resultado 5% superior ao ganho registrado para o acumulado de nove meses de 2007. Já a United States Steel Corporation, segunda maior siderúrgica dos Estados Unidos em valor de mercado, triplicou seu lucro líquido no trimestre para US$ 919 milhões, ante US$ 269 milhões registrados em 2007. Além disso, novas especulações dão conta de que o Tesouro americano de fato irá ajudar no financiamento da fusão entre a Chrysler e a General Motors.

O alívio externo também contribui com os esforços do Banco Central (BC) para controlar a volatilidade no câmbio doméstico. "As pesadas intervenções devem começar a surtir efeito nos próximos dias", comenta Miriam. A autoridade monetária ofertou US$ 1,2 bilhão em contratos de swap cambial nesta manhã. O resultado sai daqui a pouco, às 13h15.

Na avaliação de Miriam, no máximo até o fim do ano o dólar deve voltar ao patamar de R$ 2,00 ou até mesmo um pouco abaixo disso. "Nossas projeções são de dólar a R$ 1,95 no fim de 2008 e crescimento brasileiro perto de 3% em 2009, mesmo considerando o cenário de recessão, já que os fundamentos macroeconômicos embasam isso", finaliza.

(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)