"Nem eu, nem ninguém consegue afirmar se a alta de hoje indica uma inversão de tendência. Acredito que o jogo continua em aberto", afirma Silvio Campos Neto, economista do Banco Schahin.
As bolsas iniciaram o dia em forte alta, mas reduziram os ganhos ainda pela manhã após a divulgação do índice que mede a confiança do consumidor norte-americano - o índice atingiu 38 pontos em outubro ante o mês anterior, apresentando a terceira maior queda na história da série e a menor leitura já registrada.
O movimento de disparada das praças acionárias só foi consolidado com rumores de mercado - divulgados pelo jornal japonês Nikkei - apontando para um possível corte na taxa básica de juros do Japão, em reunião que será realizada na sexta-feira. "A notícia levou o euro e a libra a se valorizarem, enquanto que o iene recuou ante outras divisas. Isso é positivo porque a moeda japonesa é considerada um carry trade [operação na qual se toma um empréstimo em moeda fraca, com juros baixo, para investir em uma moeda forte com juros altos], o que mostra um maior apetite por risco", disse Neto.
No âmbito acionário doméstico, as ações preferenciais e ordinárias da Petrobras subiram 10,71% e 9,95%, respectivamente, com a alta do petróleo no mercado internacional. As ações da Vale, siderúrgicas e bancos também contribuíram com a alta.
O setor de construção civil também foi um dos que mais avançaram nesta terça-feira. As ações ordinárias da Cyrela e Gafisa subiram 33,54% e 29,53%, respectivamente, após o ministro da Fazenda, Guido Mantega, antecipar o programa de capital de giro para o setor da construção civil, que prevê um montante de R$ 3 bilhões para o setor através de uma linha especial da Caixa Econômica Federal.
Nenhum papél do Ibovespa registrou desvalorização nesta terça-feira.
(Vanessa Correia - InvestNews)