O anúncio foi feito depois que o presidente da entidade, Armando Monteiro Neto, pediu a ampliação para o recolhimento de tributos diante da crise. A medida, segundo Monteiro Neto, iria ajudar a aumentar o capital de giro das empresas em um momento de restrição de crédito por parte dos bancos.
Já o ministro lembrou que qualquer decisão no sentido de dilatar os prazos para o pagamento de impostos precisa ser analisada pela ótica do impacto fiscal, já que a crise trará ao governo redução na arrecadação de impostos.
O ministro enfatizou que o governo tem adotado uma ´postura adequada´ diante da crise, mas as medidas demoram a ser implementadas, pois precisam ser analisadas do ponto de vista legal, tanto por ele quanto pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.
Mantega reafirmou, ainda, que o governo não abandonou a reforma fiscal, em tramitação no Congresso Nacional, como uma das formas de modernizar a economia. "Eu me empenhei pessoalmente. Eu desengavetei essa reforma. Coloquei-a como prioridade. O presidente Lula também, pelo impacto positivo que teria na economia brasileira", disse.
Dirigindo-se ao senador Tasso Jereissati, que também participava do debate, Mantega disse que admitia que fazer uma reforma no sistema tributário é difícil, ainda mais num ano eleitoral.
"Pela disposição que eu vejo do senador Tasso, acho que a gente irá aprovar esse reforma o mais rápido possível", disse o ministro.
As informações são da Agência.
(Redação - InvestNews)