Para a corretora Gradual, esta deve ser mais uma semana de intensa volatilidade. "São duas razões: Primeiro não há mais muito que os governos e bancos centrais possam fazer. As principais medidas já foram noticiadas e agora estão em implementação. Segundo, as notícias ruins irão continuar a aparecer lá fora e os resultados de empresas nas bolsas fatalmente irão refletir o atual novo equilíbrio macroeconômico num patamar significativamente mais baixo", avalia em relatório.
Por aqui, a exemplo dos últimos dias, o Banco Central (BC) manteve suas intervenções para conter a escalada do dólar. Nesta manhã, a autoridade monetária vendeu US$ 1,250 bilhão com compromisso de recompra futura e negocia mais 30 mil contratos de swap cambial com o objetivo de fornecer hedge às empresas.
Além das injeções de liquidez por parte do BC, um indicador imobiliário norte-americano ajuda trazer tranqüilidade ao câmbio. Segundo o Departamento de Comércio, foram vendidas 464 mil casas novas nos EUA em setembro - número melhor do que o esperado, de 460 mil.
(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)