Utilizada naqueles países, desde junho de 2006, para tratar obesos na síndome metabólica, a droga bloqueia alguns receptores cerebrais ligados ao sistema de compensação ou aos mecanismos anti-estresse.
Embora aprovado em mais de 50 países, o medicamento - usado por mais de 500 mil pacientes em todo o mundo - foi vetado também nos Estados Unidos, em junho do ano passado, por um comitê de 14 especialistas do FDA, a agência norte-americana que regula os medicamentos e alimentos. A agência decidiu aguardar a realização de mais pesquisas a cerca dos efeitos colaterais da droga.
No Brasil, o medicamento foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em abril do ano passado, e liberado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), em julho também de 2007.
Diante das reações adversas, o laboratório Sanofi-Aventis tomou a decisão de seguir as recomendações da Agência Européia e retirou o produto do mercado, mesmo sem a interferência da Anvisa, onde o registro do medicamento continua válido.
Segundo a endocrinologista Ellen Simone Paiva, diretora do Centro Integrado de Terapia Nutricional (Citen), já se conhecia que a ingestão do remédio poderia ser muito agressiva para alguns pacientes, "pois retirava deles a capacidade de tolerar as angústias, as frustrações e tudo o que representa desprazer. Logo, ele só poderia ser consumido com acompanhamento médico rigoroso e com seleção criteriosa dos pacientes", destaca.
(Redação - InvestNews)