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Odebrecht rebate declarações do governo

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SÃO PAULO, 10 de outubro de 2008 - A construtora Norberto Odebrecht rebateu hoje as declarações do governo do Equador, publicadas pela imprensa nos últimos dias, de que o presidente Rafael Correa teria decidido expulsar a empresa do país e rejeitar um acordo a respeito dos problemas surgidos na hidrelétrica de São Francisco.

De acordo com os esclarecimentos, enviados à imprensa, o acordo, firmado no último dia 24, 'não é produto de uma proposta da empresa e, sim, da aceitação de todas as exigências do Estado equatoriano'. Diz a nota que o objetivo, ao aceitar essas exigências, era 'resolver o conflito com o governo, preservar nossos bens e principalmente garantir a integridade de nossos colaboradores - brasileiros e equatorianos'.

A construtora afirma que ainda não recebeu nenhum comunicado oficial do governo equatoriano. Há dois dias, o ministro de Setores Estratégicos, Galo Borja, disse à BBC Brasil que a decisão de expulsar a Odebrecht também foi motivada por falhas que a empresa teria cometido em projetos em andamento. Uma das reclamações seria a de que a empresa teria recebido verba antecipada para a obra da usina hidrelétrica Teoachi-Pilaton e que, até agora, não fez nada.

'Reafirmamos que estamos rigorosamente em dia com o cronograma das obras, e que o avanço das demais atividades está condicionado à liberação da licença ambiental, de responsabilidade do Estado, e que até a presente data não foi emitida', diz o comunicado. Quanto ao adiantamento, a nota diz que a verba está sendo utilizada para atender necessidades das obras, como estudos e projetos e compra de equipamentos.

As informações são da Agência Brasil.

(Redação - InvestNews)