Há quem diga que a situação nos mercados domésticos poderia estar bem mais confortável se o BC tivesse agido antes, quando o dólar ainda estava abaixo de R$ 2. Mas seja como for, a autoridade monetária está lançando mão de todos os seus recursos para garantir a oferta de crédito. Nesta manhã, voltou a acessar as reservas cambiais e promoveu leilão de venda de dólares no mercado à vista, além de ofertar mais 34,7 mil contratos de swap cambial. A autoridade monetária ainda flexibilizou o recolhimento do compulsório, o que deve promover uma injeção de liquidez de R$ 23,2 bilhões.
A isso, soma-se o ambiente mais calmo nas praças internacionais. No exterior, parte do alívio se deve a notícia de que o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos pode assumir participações em vários bancos do país para restaurar a confiança do sistema financeiro, segundo edição The New York Times.
Apesar dessa melhora, o mercado segue induzido pela volatilidade, diante das evidências de que os bancos centrais demoraram para agir. "A sensação é de que cortar o juro uma vez só não vai adiantar nada. Agora os BCs de todo o mundo vão ter que estender o ciclo de queda e correr contra o tempo", avaliou um operador.
(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)