O presidente Evo Morales retornou ontem de Nova York, onde participou da Assembléia Geral das Nações Unidas, e participou das discussões em Cochabamba, que não deram em nada. O impasse continua, como reconheceram representantes do governo e da oposição.
Foram discutidos ontem alguns dos principais pontos polêmicos no país, como o repasse de verbas do setor energético para os estados e a autonomia política, financeira e administrativa destes em relação ao governo central. Mas não se falou da nova Constituição, aprovada no ano passado e ainda não submetida a referendo popular.
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Carlos Romero, porta-voz do governo neste diálogo, explicou como estão as negociações. "Estamos avançando, mas ainda faltam alguns detalhes. No caso dos impostos petroleiros, estamos analisando diferentes formas de cálculo (para a distribuição dos recursos). E no caso das autonomias, ainda precisamos definir as responsabilidades do Estado e dos governos estaduais", afirmou.
O porta-voz da oposição, o prefeito (governador) de Tarija, Mario Cossío, disse perceber nos dois lados, "inclusive no presidente", disposição para o entendimento. "Mas nós, governadores (da oposição), só vamos assinar um documento quando forem concluídas as discussões sobre o IDH (Imposto Direto sobre Hidrocarbonetos) e as autonomias".
As informações são da Agência Brasil.
(Redação - InvestNews)