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PIB supreende mas não deve repercutir no médio prazo

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SÃO PAULO, 28 de agosto de 2008 - Mesmo com a expansão de 3,3% da economia norte-americana no segundo trimestre, não há nenhum sinal animador para o segundo semestre. É o que afirma Alessandra Ribeiro, economista da Tendência Consultoria. ´Todas as forças são no sentido negativo, de um PIB mais fraco no próximo semestre. Isso porque o consumo, as exportações e o governo estão apontando para uma situação de crescimento bastante fraco. Esse dado de hoje foi ótimo, mas em termos de sinal, daqui pra frente não dá para ser otimista´.

Nesse sentido, as bolsas norte-americanas devem repercutir o PIB no curto prazo. ´No máximo três dias, isso não é sinal de recuperação ou tendência de alguns ativos. O cenário é de bastante incerteza e volatilidade nos mercados´, finaliza Alessandra.

Mesmo assim, os dados do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos foram impressionantes. "O que contribuiu fortemente para esse crescimento foram o setor externo (exportação - importação) e os investimentos privados", afirma Alessandra Ribeiro.

O mercado esperava uma alta do PIB norte-americano de 2,7%. Somente as exportações tiveram alta de 13,2% no período, enquanto que as importações recuaram 7,6%. A economista destaca que a contribuição das exportações e importações no PIB foi de 3,1 pontos percentuais. ´Esse dado mostra que a economia exporta bem e consegue sustentar um certo dinamismo´.

Outro ponto ressaltado no indicador foram os investimentos privados, que entra a contabilização de estoques. Na última medição, a contribuição havia sido negativa de 1,9 ponto percentual, hoje esse número foi revisado para 1,44 ponto percentual.

(Déborah Costa - InvestNews)