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Petróleo e inflação preocupam mercados da Ásia

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SÃO PAULO, 28 de agosto de 2008 - As bolsas da Ásia fecharam sem tendência definida nesta quinta-feira, influenciadas pelos comentários do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco do Japão (BoJ, central) sobre inflação, além dos contínuos avanços nos preços do petróleo, que impulsionaram as ações do setor de energia. A desvalorização do dólar também pesou sobre os negócios em algumas sessões.

Entre os principais índices da região, o Nikkei 225 de Tóquio subiu 0,11%, para 12.768,25 pontos. O Kospi de Seul recuou 1,32%, para 1.474,15 pontos. Em Hong Kong, o indicador referencial Hang Seng caiu 2,29%, para 20.972,29 pontos. Já na China, o índice Xangai Composto apresentou ganho de 0,34%, para 2.350,14 pontos.

A possibilidade de desaceleração na Europa e no Japão centraram hoje as atenções dos investidores asiáticos. A preocupação com o avanço da inflação sobre as duas economias elevaram o nervosismo nos pregões.

Ontem, Lucas Papademos, vice-presidente do (BCE), afirmou que a autoridade monetária européia poderá aplicar uma política mais restritiva caso as pressões de alta de preços e salários impulsionem a inflação. Os comentários elevaram as expectativas de que o BCE possa reduzir a taxa básica de juros em sua próxima reunião.

No Japão, Miyako Suda, membro do Comitê de Política Monetária do BoJ, declarou hoje que o país asiático deve manter-se atento aos riscos inflacionários, mesmo com a desaceleração nos preços das commodities no mercado internacional.

Suda acrescentou que é tarefa dos bancos centrais o constante combate à inflação, e afirmou que a autoridade monetária do país irá conduzir a política monetária japonesa de forma flexível, atenta a todos os riscos.

Diante das pressões inflacionárias, os investidores asiáticos olharam hoje atentos para os preços do petróleo, que avançam pelo quarto dia consecutivo. Há instantes, o barril da commodity operava com alta de 0,60%, cotado a US$ 118,86 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês), influenciado pela tempestade tropical Gustav, que poderá atingir a produção de petróleo e gás no Golfo do México.

Entre as petrolíferas na Ásia, as ações da japonesa Inpex Holdings subiram 0,79%, enquanto os papéis das autralianas Oil Search e Woodside Petroleum cresceram 2,74% e 4,71%, respectivamente. Outras commodities também valorizaram e as companhias siderúrgicas foram beneficiadas. Os títulos da Rio Tinto e BHP Billiton, por exemplo, aumentaram mais de 1,20%.

No cenário corporativo, destaque para as ações da Toyota Motor, que terminaram o dia estáveis, apesar da companhia reduzir de 10,4 milhões de unidades para 9,7 milhões a sua estimativa de vendas globais em 2009. Além disso, os papéis da montadora nipônica foram também influenciados pela desvalorização do dólar ante o iene. Em Tóquio, a moeda norte-americana encerrou o dia cotada a 108,93 ienes, contra 109,01 ienes da última sessão.

(Redação - InvestNews)