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Estudo revela força da Vale e Petrobras

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SÃO PAULO, 27 de agosto de 2008 - Nos últimos dias, o panorama do mercado financeiro confirma que a BM&FBovespa está imprevisível neste ano. O seu principal índice de referência, o Ibovespa, está em torno de 15% negativo e as ações mais negociadas não conseguem sair do mesmo patamar. De janeiro até o último dia 20 de agosto, as ações preferenciais (sem direito a voto) e as ordinárias da Petrobras e da Vale demonstraram a força que possuem tanto para empurrar o mercado acionário para cima como para baixo. É o que revela um estudo realizado pela Hera Investment, que mostra como a Bolsa poderia se comportar caso esses papéis fossem retirados do Ibovespa.

Formada pelas ações com maior volume nos últimos 12 meses, a carteira do índice é alterada a cada quadrimestre. A última contém 66 ações de 57 empresas e vale até o final de agosto. A Hera isolou a carteira nos últimos cinco quadrimestres e traçou o comportamento da Bolsa em cada um dos períodos. Se Petrobras e Vale não existissem, o principal índice brasileiro de ações teria subido somente 23,7% em 2007, ao invés dos 43,65% acumulados. Neste ano, sem a Vale e a Petro, o Ibovespa teria caído somente 10,2%, e não os 16,5% oficiais até 18 de agosto. Para Ricardo Loureiro, analista da Hera Investment e realizador da pesquisa o movimento de alta ou queda da Petrobras e da Vale reflete-se diretamente no Ibovespa, 'porém, a alta mundial do petróleo fez mais diferença que a do minério de ferro'. 'A Petrobras teve mais importância para a alta do Ibovespa do que a Vale', comenta.

O comportamento das duas gigantes é distinto do das outras companhias no índice. Por terem participação menor, as altas e baixas isoladas das ações menores, mesmo representando cerca de 70% do mercado acionário, pouco alteram o comportamento da Bolsa. 'O desempenho de Vale e Petrobras no Ibovespa está ligado à liquidez. Isto se justifica porque sempre há compradores e vendedores em qualquer cenário', afirma Loureiro.

(Redação - InvestNews)