Dólar volta a cair após três dias de alta

SÃO PAULO, 27 de agosto de 2008 - Em um ambiente de negócios um pouco menos tenso, devido a números mais favoráveis da economia americana, a moeda norte-americana, após três dias consecutivos de alta, fechou com desvalorização de 0,73%, cotada a R$ 1,620 para compra e R$ 1,621 para venda.

Profissionais ressaltam que o forte ingresso de recursos, juros internos elevados e a valorização das commodities favorecem a queda do dólar. A corretora NGO continua com a convicção de que a taxa de câmbio deva retornar a R$ 1,60, aproximadamente, visto que em ambiente de juros elevados não é conveniente a estocagem de moeda norte-americana.

Entre as notícias mais favoráveis sobre a economia dos Estados Unidos, o número de solicitações de empréstimos hipotecários apresentou avanço de 0,5% para 421,6 pontos, na semana encerrada no último dia 22. Outro dado positivo foi o número de pedidos e entregas de bens duráveis (Durable Good Orders) feitos à indústria norte-americana que avançou 1,3% em julho, para US$ 219,3 bilhões. Os dados vieram acima das expectativas do mercado que projetava um avanço de 0,1%.

Internamente, os dados de inflação são acompanhados de perto. Nesta manhã foi informado que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe/USP) acelerou para 0,35% na terceira quadrissemana de agosto. Já o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou deflação de 0,32% na terceira prévia de agosto.

O governo anunciou hoje o superávit primário acumulado de janeiro a julho de R$ 98,225 bilhões, o equivalente a 6,01% do Produto Interno Bruto (PIB), porém insuficiente para suportar as despesas do setor público com juros que atingiram R$ 106,8 bilhões equivalentes a 6,54% do PIB, determinando um déficit de R$ 8,578 bi, equivalente a 0,53% do PIB. A relação da Dívida Pública em relação ao PIB está em 40,6%.

(Maria de Lourdes Chagas - InvestNews)