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Tecnisa aposta em ticket médio de R$ 200 mil

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SÃO PAULO, 14 de agosto de 2008 - Apesar de 80% do déficit habitacional, estimado em 7,9 milhões de moradias, concentrar famílias de baixa renda, as construtoras ainda não estão dispostas a investir neste segmento. Para o diretor financeiro e de relação com o investidor da Tecnisa, Leonardo Paranaguá, um impecilho é a falta de segurança para financiamento de unidades nessa categoria. "Ainda não estamos vendo os agentes financeiros com todo esse apetite para atender a baixa renda", afirma.

Segundo ele, o ticket médio da companhia está em torno de R$ 200 mil, sendo que o valor mínimo pedido por um imóvel da Tecnisa foi de R$ 140 mil (R$ 500 mil foi o máximo). "O ticket tem descido, mas não temos nenhuma idéia de entrar na baixa renda no curto prazo. Ainda precisamos de um arcabouço mais forte", disse Paranaguá. No primeiro trimestre, a companhia havia anunciado um ticket médio de R$ 300 mil para este ano.

Para 2008, a Tecnisa prevê valor geral de vendas (VGV) em lançamentos da ordem de R$ 1,6 bilhão, sendo que cerca de R$ 537 milhões já foram inaugurados. Há empreendimentos previstos para o interior, litoral e capital paulista, no Nordeste e em Brasília. Para 2009, a expectativa é lançar entre R$ 1,8 bilhões e R$ 1,9 bilhões.

No ano, as vendas contratadas da companhia já bateram recorde ao somar R$ 652,2 milhões, sendo R$ 502 milhões relativos à parcela Tecnisa, o que representa crescimento de 322% em relação ao mesmo período de 2007.

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(Vanessa Stecanella - InvestNews)