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Investidores assimilam inflação ao consumidor dos EUA

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SÃO PAULO, 14 de agosto de 2008 - O resultado do Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) nos Estados Unidos concentra atenções do mercado financeiro mundial nesta manhã. O índice atingiu o maior nível em 17 anos, reforçando a avaliação de que o Federal Reserve (Fed, BC dos EUA) terá que agir, elevando sua taxa básica de juros.

Segundo o Departamento de Trabalho, o CPI subiu 0,8% em julho, ante uma alta de 1,1% em junho. O núcleo, menos volátil, avançou 0,3%, contra inflação de 0,2% um mês antes. Na comparação com igual período de 2007, o índice registrou alta de 5,6% no mês passado, a maior desde 1991.

"O CPI mostrou inflação acima da esperada e as apostas dos players em aumento dos juros americanos no curto prazo podem ganhar força e o dólar se fortalecer um pouco mais", avalia a diretora da AGK corretora, Miriam Tavares.

No câmbio doméstico, o dólar abriu o dia em queda, favorecido pela recuperação no preço das commodities - produtos de peso na pauta de exportação brasileira - e pela melhora do cenário corporativo, após o resultado do Wal-Mart, que trouxe crescimento de 17% em seu lucro líquido. Mas há pouco, o dólar invertia tendência e subia 0,12%, vendido a R$ 1,616, acompanhando os movimentos do mercado externo.

As principais economias desenvolvidas vêm sofrendo com o aperto no poder de compra de seus consumidores por conta dos altos preços da energia. Aliás, o mundo anda angustiado com os problemas da estagflação, principalmente na Europa e Japão. Nesta manhã divulgado que o PIB da zona do euro se contraiu 0,2% no segundo trimestre. Ontem, a desaceleração da produção industrial chinesa para 14,7% em julho e o recuo do PIB japonês já haviam reforçado a tese de queda da demanda global.

(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)