Os servidores reivindicam 6% de reajuste salarial; 5,2% de aumento real; concessão de duas promoções a partir de agosto deste ano; vale-alimentação de R$ 25; a implementação de um Plano de Carreira, Cargos e Salários até abril de 2009 e a manutenção de cláusulas sociais e financeiras do atual acordo coletivo.
A greve dos aeroportuários afetará os principais aeroportos do País, entre eles: os Aeroportos Internacionais de Congonhas e de Cumbica, localizados na Grande São Paulo; Antonio Carlos Jobim e Santos-Dumont (Rio de Janeiro); Salgado Filho (Porto Alegre); e Viracopos (Campinas).
Os aeroportuários são responsáveis por serviços como operação de equipamentos de raio-X nos aeroportos, pela fiscalização de bagagens no embarque e desembarque, pelo controle do movimento de aeronaves na pista e pela liberação e manobra de cargas.
Na última segunda-feira, a assessoria de imprensa da Infraero se limitou a informar que a diretoria-executiva da estatal continua disposta a negociar com os servidores, afastando a hipótese de que uma ação de dissídio coletivo seja apresentada à Justiça do Trabalho.
Para o presidente do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina), Francisco Lemos, a diretoria da estatal é "intransigente" e demorou muito a apresentar uma contraproposta satisfatória à categoria. A expectativa do sindicato é de que pelo menos 70% dos servidores dos 12 aeroportos deixem de trabalhar.
Por meio de comunicado, o presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi, procurou ontem tranqüilizar os usuários. "Quero tranquilizar os passageiros que utilizam os aeroportos administrados pela Infraero e lembrar que a empresa está preparada para operacionalizar plenamente os aeroportos. Todas as providências nesse sentido já foram adotadas", afirmou Gaudenzi.
Há pouco, a assessoria de imprensa da Infraero informou que os Aeroportos Internacionais de Congonhas e de Cumbica operam com normalidade. Um relatório completo das operações nos demais aeroportos será divulgado pela Infraero às 8 horas.
Com informações da Agência Brasil.
(Marcel Salim e Diego Pires - InvestNews)