ASSINE
search button

Impacto foi maior para famílais mais pobres

Compartilhar
SÃO PAULO, 10 de julho de 2008 - O fato dos alimentos terem maior peso no orçamento da população mais pobre contribuiu para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), indicador que mede o custo de vida de famílias com rendimento entre um e seis salários mínimos, ser maior que a inflação oficial brasileira no primeiro semestre deste ano. A informação foi divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De janeiro a junho, o INPC acumula alta de 4,26%, ante inflação de 3,64% apurada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no mesmo período. Nos último 12 meses, o resultado está em 7,28%, acima da taxa de 6,64% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho, o INPC avançou 0,91%, uma queda de 0,05 ponto percentual em relação a maio. No mesmo mês de 2007, a expansão foi de 0,31%.

Os produtos alimentícios apresentaram alta de 2,38% em junho, enquanto os não-alimentícios aumentaram 0,28%. Em maio os resultados haviam sido 2,19% e 0,44%, respectivamente.

Salvador (1,10%) apresentou a maior alta, em virtude de reajuste na taxa água e esgoto (1,63%). As regiões de São Paulo (1,09%) e Porto Alegre (1,06%) apresentaram resultados semelhantes. O menor índice ficou com Belém (0,39%), também por causa do menor aumento dos alimentos (0,66%).

(Vanessa Stecanella - InvestNews)