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IPCA pode mostrar estabilidade, aposta mercado

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SÃO PAULO, 9 de julho de 2008 - Nas vésperas de mais um encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), o mercado financeiro aposta num cenário de estabilidade para a inflação oficial brasileira, aponta sondagem realizada pela InvestNews. De acordo com 12 instituições consultadas, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) pode registrar alta entre 0,75% e 0,82% em junho. A média das projeções é de 0,79%, taxa idêntica à apurada em maio, quando o índice superou em 0,24 ponto percentual a leitura anterior. O comportamento da inflação em maio assustou os analistas que esperavam uma variação positiva em torno de 0,65%.

Segundo o gerente da mesa financeira da Hencorp Commcor Corretora, Rodrigo Nassar, a desaceleração da inflação no início do segundo semestre é um comportamento normal, por isso os analistas acreditam em "alguma estabilidade do IPCA".

O cenário inflacionário é bastante esperado pelo mercado já que o Copom se reúne nos dias 22 e 23 para definir o rumo da política monterária nacional. A expectativa é que os diretores do BC continuem com o aperto na taxa básica de juro (Selic), elevando de 12,25% para 12,5% os juros. Os mais conservadores acreditam até em um aumento para 13% ao ano.

Em entrevista publicada na segunda-feira pelo jornal britânico Financial Times, o presidente do BC, Henrique Meirelles, disse que o Brasil está preparado para elevar a Selic por quanto tempo for necessário para conter o aumento dos preços e para respeitar a meta de inflação, estipulada em 4,5% (sendo 2,5% na mínima e 6,5% no teto). "A inflação é uma preocupação, não apenas por causa dos crescentes preços do petróleo, dos alimentos e de outras commodities, mas também, no caso do Brasil, nós temos a economia se movimentando em um ritmo muito rápido".

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga amanhã o IPCA referente a junho. Também será anunciada a inflação para famílias de baixa renda, que é medido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

(Vanessa Stecanella - InvestNews)