De acordo com o estudo, o setor também vem sendo beneficiado pela atual conjuntura macroeconômica, além da melhora da renda e nível de emprego. Além disso, algumas variáveis têm alavancado o varejo como, por exemplo, maior oferta de crédito e taxa de juros. "O câmbio tem colaborado para que muitos produtos importados sejam mais acessíveis à população, todos os segmentos tiveram crescimento em 2007", diz a diretora da All Consulting, Simone Escudêro. "Graças a estas variáveis todas as classes tiveram poder maior de compra", completa.
Entre os destaques apontados pelo trabalho, coordenado por Simone, para este ano estão material para construção, setor automobilístico, móveis e eletrodométicos. Neste último item, Simone ressalta que a grande venda de computadores levou o comércio eletrônico a um crescimento ´vigoroso´ e a perspectiva é que cresça ainda mais. "Cai o preço do computador mais pessoas passam a ter acesso", ressalta Simone, acrescentando que segmentos como a indústria farmacêutica, que antes não possuía este tipo de venda pela internet, passou a adotar.
O levantamento apontou ainda que as empresas devem buscar crescer por meio de consolidação, ou melhor, na absorção das pequenas e regionais pelas grandes redes. Mas a estréia de novas empresas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), é incerta. "Não acredito numa mudança no número de empresas listadas na Bolsa".
Veja o crescimento de cada segmento em 2007 (em relação a 2006):
- Móveis e eletrodomésticos - 15,4%
- Uso pessoal e doméstico (higiene, artigo esportivo, brinquedos, ótica) - 22,2%
- Tecidos, vestuário e calçados - 10,7%
- Artigos farmacêuticos, ortopédicos e médicos - 8,9%
- Combustíveis e lubrificantes - 5,1%
- Equipamentos e materiais para escritórios, informática e comunicação - 29,4%
- Livros, jornais, revistas e papelaria - 7,1%
- Comércio varejista ampliado - 13,5%
- Somente veículos, motos e peças - 22,6%
- Materiais para construção - 10,8%
- Supermercados - 9,6%
(Priscila Dadona - InvestNews)