A expectativa, de acordo com Gianetti, é encerrar 2008 com a exportação de aproximadamente 2 milhões de toneladas, com uma receita de US$ 5 bilhões. Caso isso se concretize, haverá um aumento de 10% no valor exportado, que em 2007 atingiu US$ 4,5 bilhões.
No acumulado do ano, o Brasil embarcou 920,6 mil toneladas, chegando a US$ 2,06 bilhões, aumento de 10,40% em valor, mas queda de 20,27% em volume, se comparado com os cinco primeiros meses de 2007.
As exportações de carne ´in natura´ foram as mais prejudicadas. Em maio, o volume de embarques caiu 29,27%, para 143 mil toneladas, com aumento de 5,57% no valor (US$ 375 milhões). No ano, as exportações recuaram 25,83%, para 647 mil toneladas, mas o valor subiu 7,14% (US$ 1,57 bilhão).
A carne industrializada seguiu o mesmo caminho, com queda de 21% em volume no mês passado, para 40,5 mil toneladas e aumento de 0,70% em valor (US$ 66,5 milhões). No ano, as exportações de industrializados caíram 11% para 205 mil toneladas, e elevação de 2,87% no valor (US$ 318 milhões).
O único seguimento que registrou alta, tanto em volume quanto em valor, foi o de miúdos. Em maio, as exportações, em volume, subiram 18,28%, para 13,1 mil toneladas, com aumento de 63,25% no valor. No no, os embarques de miúdos cresceram 37,22%, em volume, para 68 mil toneladas. Em valor, os miúdos registraram alta de 92,38%, chegando a US$ 167 milhões.
O diretor-executivo da Abiec, Luiz Carlos Oliveira, diz que a queda nos volumes é um reflexo do abate de matrizes em 2005/06, o que reduziu a oferta de bezerros neste ano. ´Isso será superado em dois ou três anos.´ Segundo o presidente da entidade, Roberto Gianetti, a criação de boi está lucrativa, o que incentiva o aumento da produção. ´Há como aumentar a produção sem destruir áreas de presevação.´
(Sérgio Toledo - InvestNews)