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Ásia em alta; Preocupação com inflação persiste

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SÃO PAULO, 30 de maio de 2008 - As principais praças acionárias da Ásia fecharam em alta nesta sexta-feira, impulsionadas pela expectativa de que a demanda norte-americana por produtos da região se manterá firme. Por outro lado, os ganhos nos pregões foram limitados devido às preocupações dos investidores com a inflação nas economias do continente.

O índice Nikkei 225 de Tóquio subiu 1,51%, para 14.338,54 pontos. O indicador Kospi de Seul avançou 0,58%, para 1.852,02 pontos. Em Hong Kong, o índice referencial Hang Seng registrou alta de 0,61%, para 24.533,12 pontos. Já na China, o indicador Xangai Composto subiu 0,94%, para 3.433,35 pontos.

A divulgação de indicadores nos Estados Unidos nesta semana mostrou aos investidores asiáticos que a demanda norte-americana por produtos da região se manterá firme. Ontem, a Dell, segunda maior fabricante mundial de computadores, anunciou seu balanço, que veio acima das expectativas, dando força para outras empresas do setor na Ásia. Entre as empresas de tecnologia, as ações da Canon subiram 2,71%, enquanto as da Sony aumentaram 3,94%.

A valorização do dólar ante o iene colaborou também para as altas no setor exportador, já que torna os produtos do setor mais competitivos no mercado internacional. Em Tóquio, a moeda norte-americana encerrou o dia cotada a 105,44 ienes, contra 104,98 ienes da última sessão. Entre as empresas automotivas, os títulos da Toyota avançaram 5,06%, enquanto os da Honda cresceram 3,47%.

Os ganhos nas sessões asiáticas foram limitados pela contínua preocupação dos investidores com os avanços nos preços do petróleo. O temor é que o alto custo da commodity, que acumula alta de 30% em 2008, eleve a inflação nas economias da Ásia, prejudicando o gasto dos consumidores e os lucros corporativos.

Hoje, o Ministério das Comunicações e Relações Internas do Japão divulgou que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou avanço de 0,9% em abril, em relação ao mesmo período do ano anterior, devido ao aumento dos preços do petróleo e alimentos.

O governo japonês informou também que a produção industrial do país recuou 0,3%, no mês de abril, em comparação ao mês anterior. Os analistas do setor previam uma queda de 0,2% no período.

(Marcel Salim - InvestNews)