O diretor de gestão da Meta Asset Management, Alexandre Horstmann, atribui a volatilidade na curva de juros, principalmente, dos contratos de longo prazo, à preocupação com a inflação e com o rumo da taxa Selic, fixada em 11,75% ao ano. "A expectativa está em saber qual o tamanho do ciclo de elevações nos juros", friza. Para o executivo o colegiado do BC deve subir a Selic em 0,50 ponto percentual.
No mercado as apostas em relação a decisão Copom na semana que vem seguem divididas entre aumento de 0,50 e 0,75 ponto nos juros. No entanto, nos últimos dias as apostas de elevação de 0,50 ponto voltaram a ganhar forças.
Mesmo com a boa notícia anunciada ontem à tarde de que a agência de classificação de risco Fitch elevou a nota de crédito de risco (rating) do Brasil para grau de investimento os agentes financeiros continuam cautelosos e preferem aguardar a divulgações de novos de dados de inflação, para assim, analisarem os próximos passos do BC.
O grau de investimento é positivo, pois é o reconhecimento externo de que os fundamentos estruturais do País estão mais sólidos, em meio ao diferencial de juros muito alto a favor do Brasil quando comprado com as principais regiões do globo.
No front externo, os indicadores de renda e gastos dos norte-americanos, bem como a inflação vieram em linha com as expectativas. No entanto, no entender de alguns analistas, os números ainda revelam um fraco desempenho econômico.
(Maria de Lourdes Chagas - InvestNews