Investimento em FIDC da CPTM é case de sucesso

SÃO PAULO, 21 de maio de 2008 - A participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), por meio da subsidiária BNDESPAR, no Fundo de Investimento em Direito Creditório da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) é um bom exemplo de sucesso deste produto dentro da política do banco.

A operação foi anunciada no ano passado e foi a primeira aposta de captação em Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios Não-Padronizados (FIDC NP) do mercado brasileiro. ´Ela serviu para revelar o potencial de financiamento de projetos de infra-estrutura social com mecanismos de mercado´, comenta Otávio Vianna, gerente do departamento de investimentos em fundos do BNDES. Segundo Vianna, essa linha de atuação vem sendo adotada pelo BNDES como forma de complementar recursos para projetos consistentes com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

O BNDES é o principal investidor da operação de FIDC NP da CPTM, e a Rio Bravo Investimentos S.A. Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários é a instituição financeira que estruturou o Fundo. A operação financeira consiste em securitizar a receita futura proveniente da venda de bilhetes da CPTM, ou seja, esta receita é dada como garantia de pagamento aos investidores do Fundo. A operação tem prazo de sete anos e seu custo final é de Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais 9% ao ano.

O FIDC NP foi criado com valor de R$ 150 milhões, com cotas disponibilizadas ao mercado. O BNDES foi o principal investidor, com aporte de R$ 75 milhões, o que equivale a uma participação de 50%. Os recursos arrecadados com o Fundo serão aplicados em um programa de investimentos da CPTM, cujo montante é de cerca de R$ 670 milhões. Estão incluídos projetos de recapacitação da Linha F (Brás-Calmon Viana) e a extensão da Linha C até Grajaú. A previsão para a implementação desses investimentos termina neste ano.

O objetivo da expansão da linha C e a recapacitação da Linha F é beneficiar cerca de 580 mil passageiros por dia da região metropolitana de São Paulo, envolvendo a capital do Estado, além de Poá, Itaquaquecetuba e Osasco. De acordo com o gerente, os investimentos permitirão ainda a melhoria do desempenho operacional da empresa, com aumento da capacidade de transporte, maior conforto, qualidade e confiabilidade para os passageiros.

O projeto prevê ainda a incorporação de 10 trens à frota da linha, 3 novas estações inseridas na Linha F: Jardim Helena, Jardim Romano e USP Leste, e também a reconstrução das estações de Itaim Paulista e Comendador Ermelino.

(Angela Ferreira - InvestNews)

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