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Investimentos no setor ainda são escassos

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SÃO PAULO, 19 de maio de 2008 - Analistas do setor de tecnologia da informática (TI) e de Telecom reunidos hoje na segunda convenção Financiamento de Produtos e Serviços, organizada pela Sociedade de Usuários de Informática e Telecomunicações - São Paulo (SUCESU) e pela Delson Siffert Consultoria, foram unânimes em dizer que falta investimentos e, principalmente, financiamento para o setor no Brasil.

Para Carlos Rocha, diretor da Samurai, o problema é observado apenas nas pequenas e médias empresas. ´Para os grandes, sempre há dinheiro´, comenta. A solução, segundo o diretor, estaria na elaboração de um plano nacional e em incentivos fiscais. ´Falta um plano nacional no setor de tecnologia para o País. O governo só investe em projetos pontuais. Uma boa alternativa seria incentivos fiscais para os bancos e os investidores que apostarem em um projeto de empresas nascentes´, indica Rocha.

De acordo com Carlos Duarte, gerente de projetos de financeiros de TI do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social) que esteve presente ao evento, há 186 projetos em andamento para financiamento no banco. Destes, 161 projetos já foram aprovados, o que gera um montante de R$ 802 milhões em empréstimos. Dos projetos aprovados, R$ 231 milhões foram para projetos de exportação de tecnologia, R$ 36 milhões para os projetos denominados comércio e R$ 535 milhões para o Prosoft empresa, Programa para o Desenvolvimento da Indústria de Software e Serviços de Tecnologia da Informação, promovido pelo BNDES.

Segundo, Samsão Woiler, presidente da Woiler Projetos e ex-vice-presidente da Brasilinvest, mais uma opção para o setor seria a realização de parcerias. ´É preciso que as empresas criem parcerias inteligentes, não só nas idéias, mas, principalmente, na execução e financiamento dos projetos´, analisa. Ainda de acordo com Woiler, uma alternativa para as empresas se capitalizarem é entrarem no Bovespa+. ´Empresas de pequeno e médio porte, principalmente as de médio porte, devem olhar para esta ferramenta de captação. Este deve ser o começo. É uma boa forma de financiar projetos, pois quando pensamos em financiamento não devemos apenas buscar empréstimos nos bancos´, completa.

Uma última sugestão exposta na convenção é a criação de subsidiária de empresas brasileiras no exterior. ´Se o empresário deseja exportar, primeiramente, é preciso conhecer este mercado que ele quer entrar. É necessário conhecer o mercado antes de saber se nós temos condições e como vamos fazer para ampliar as exportações´, comenta Woiler. Todavia não são todos que concordam com o presidente.

´Já está difícil para os pequenos, médios e até grandes empresários manterem suas empresas no Brasil, quem dirá ter condições de abrir uma filial no exterior´, analisa Roberto Mayer, presidente da Assespro São Paulo (Associacao das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informacao, Software e Internet).

(Angela Ferreira - InvestNews)