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Investidor monitora inflação de perto

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SÃO PAULO, 6 de maio de 2008 - Mais um indicador de inflação acelera e contribui para aumentar as apostas de nova elevação de 0,50 ponto percentual na taxa Selic, atualmente, 11,75% ao ano, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de junho. Hoje foi a vez do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe/USP) mostrar avanço. O indicador acelerou para 0,54% em abril, perto do teto das expectativas (0,55%). Os grupos alimentação, vestuário e saúde foram os destaques de alta.

Ainda no campo doméstico, os agentes financeiros monitoraram os dados da produção industrial que aumentou em março em relação a fevereiro, segundo a Pesquisa Industrial Mensal Produção Física divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em março, o indicador de atividade industrial ajustado sazonalmente avançou 0,4%, após recuo de 0,5% no mês anterior. Em relação a março de 2007, o aumento foi de 1,3%.

A Gradual Corretora ressalta que, apesar dos dados da produção industrial vir abaixo da expectativa, os números são bons. A estimativa era 0,9% ao mês, veio em 0,4%. "Porém ao observarmos os números abertos vemos que a Formação Bruta de Capital Fixo continua em franca expansão", friza o relatório da corretora. A produção de bens de capital (máquinas e equipamentos) se expandiu 0,9% em março ante fevereiro e 12,7% na comparação com março de 2007.

A grande expectativa da semana fica por conta do resultado do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril. O mercado prevê alta e uma taxa de até 5,04% em 2008, bem acima dos 4,50% da meta. Os economistas da SulAmérica Investimentos estimam que o indicador vai ficar ao redor dos 0,58% em abril e 4,8% no final deste ano.

Diante de um cenário ainda de preocupação com a inflação e apreensão dos agentes devido aos rumores envolvendo a possibilidade de medidas restritivas ao capital estrangeiro de curto prazo, as projeções de juros futuros de longo prazo continuam sinalizando alta. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) de janeiro de 2010 subiu de 13,68% para 13,92% ao ano.

Por outro lado houve comentários nas mesas de operações sobre a possibilidade de aumento de compulsório.

(Maria de Lourdes Chagas - InvestNews)