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Alta nos preços é quase inevitável, diz especialista

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SÃO PAULO, 6 de maio de 2008 - A aceleração nos preços dos alimentos tem tornando o avanço dos índices de inflação quase inevitável. A opinião é do gerente de mesa da Fair Corretora de Câmbio, Deives Gomes Ribeiro. Hoje a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe/USP) divulgou que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de abril fechou o mês com alta de 0,54%. Embora em linha com o projetado, a alta dos preços ficou acima do apresentado em março, de 0,49%.

Segundo o especialista, além de significar que os gastos das famílias está aumentando, a alta nos preços dos alimentos cria a expectativa de crescimento da inadimplência. "Muitas pessoas não se deram conta de que o aumento dos gastos com alimentos está diretamente ligado ao aumento das dívidas que podem começar a não ser pagas. E, caso isso ocorra, a tendência é de crescimento nos juros", avalia Ribeiro. E faz um alerta: "o IPC de maio e junho devem ser avaliados".

Outro indicador que pode mexer com os preços é a alta do petróleo. Após bater novo recorde, o preço do barril tipo WTI está cotado a US$ 121,97. "Se o petróleo continuar a subir, vai ter como consequência aumento no preço do diesel que, consequentemente, será repassado à gasolina, o que vai impactar diretamente na inflação", diz o gerente da Fair Corretora.

(Priscila Dadona - InvestNews)