Segundo o especialista, além de significar que os gastos das famílias está aumentando, a alta nos preços dos alimentos cria a expectativa de crescimento da inadimplência. "Muitas pessoas não se deram conta de que o aumento dos gastos com alimentos está diretamente ligado ao aumento das dívidas que podem começar a não ser pagas. E, caso isso ocorra, a tendência é de crescimento nos juros", avalia Ribeiro. E faz um alerta: "o IPC de maio e junho devem ser avaliados".
Outro indicador que pode mexer com os preços é a alta do petróleo. Após bater novo recorde, o preço do barril tipo WTI está cotado a US$ 121,97. "Se o petróleo continuar a subir, vai ter como consequência aumento no preço do diesel que, consequentemente, será repassado à gasolina, o que vai impactar diretamente na inflação", diz o gerente da Fair Corretora.
(Priscila Dadona - InvestNews)