Como a fintech brasileira Nubank revolucionou o sistema financeiro do país

A evolução tecnológica dos últimos tempos tem impactado diversos setores e um deles é o financeiro. Aproveitando esta onda a fintech brasileira Nubank passou a oferecer serviços neste mercado. Acomplando simplicidade e facilidade, a empresa abocanhou o enorme mercado de pessoas que ainda não possuíam contas bancárias. O resultado? Uma cartilha com milhares de clientes. Para compreender a revolução provocada pelo Nubank no mercado financeiro do Brasil é só acompanhar os próximos parágrafos.

 

Macaque in the trees
... (Foto: Pixabay)

A última década foi recheada de novidades em termos de tecnologia e inovação. Blockchain, Big Data, Impressão 3D, Realidade Virtual e Aumentada. Tudo isso tem facilitado a inclusão digital de vários países. Fazer transações financeiras sem sair de casa, ou mesmo investir em criptomoedas passou a ser algo palpável para uma enorme fatia da população brasileira.

 

Na linha da ascensão tecnológica desta década, o Nubank introduziu no mercado brasileiro uma série de serviços no setor bancário. A empresa enxergou um futuro promissor ao identificar que grande parte da população ainda não contava com uma conta em um banco. Sem contar naquela outra fatia de clientes que sofria nas mãos do mercado tradicional de bancos, em um mundo recheado de burocracias. Ligar na central de apoio, ficar esperando horas, dias pela resolução de um simples problema. Muita coisa mudou através da proposta do Nubank que encurtou o caminho da solução passando a investir em atendimento humanizado.

 

Aproveitando uma estrada pavimentada por maior acesso à internet e a smartphones, o Nubank introduziu no mercado brasileiro uma série de serviços no setor bancário. Mas isso só ocorreu depois que a empresa passou a oferecer acesso a cartões de créditos livres de taxas convencionais e anuidades. Com os primeiros passos realizados em 2013, o Nubank só se abriu para o mercado em 2014. Foi quando o colombiano David Vélez lançou oficialmente, junto do americano Edward Wible e da brasileira Cristina Junqueira, o banco do cartão roxo, o Nubank.

 

Com soluções focadas em pessoas que ainda não tinham contas bancárias mas também para aquelas cansadas da burocracia do mercado tradicional, o Nubank saiu na frente e se destacou. Mas talvez o grande diferencial que ainda não foi citado é que o banco é totalmente digital. Mais uma vantagem que de certa forma impactou bastante o mercado.

 

Com status de startup, o Nubank sempre procurou manter a desburocratização em seu DNA.

Desde 2014 a empresa tem apresentado crescimento exponencial. Em 2019, a empresa anunciou que levantou 400 milhões de dólares em investimento. A captação culminou com um ano de expansão das operações para países como a Argentina e o México. Talvez desta forma fique mais fácil de entender como a empresa liderada pelo colombiano David Vélez tenha ultrapassado a marca de 20 milhões de clientes em 2020. Por isso, a startup dos cartões roxos já é considerada um unicórnio, nomenclatura aplicada a empresas que ultrapassam o valor de mercado de 1 bilhão de dólares.

 

Que o Nubank realizou uma série de disrupções no mercado financeiro do Brasil, ninguém discorda. Contudo, algumas perguntas surgem. Será que a startup vai continuar inovando conforme seus últimos anos? Considerando que o Brasil é um dos maiores mercados de criptomoedas será que o Nubank deve oferecer opções de investimento em moedas virtuais? Agora é aguardar os próximos anos para entender se a empresa vai se reinventar ainda mais.