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Brasil avança como líder em criptoativos regulamentados
Por INFORME CRIPTO
Publicado em 17/02/2026 às 21:19
Alterado em 17/02/2026 às 21:23
. Fonte: Canva editor
Com mais de 17% da população investindo em criptoativos, o que representa milhões de brasileiros, e um marco regulatório já em vigor, o Brasil deixou de ser promessa e passou a ocupar posição de destaque no cenário global de ativos digitais. Essa transformação se reflete tanto no crescimento do número de usuários quanto na consolidação de um ambiente regulatório capaz de atrair empresas globais, capital internacional e plataformas do ecossistema cripto.
Esse crescimento estrutural do mercado vem sendo registrado e destacado também pelos especialistas e analistas de mercado: vários relatórios internacionais recentes já apontam o país como um dos mercados mais avançados em serviços cripto regulamentados.
As razões do crescimento
Um crescimento dessa natureza, estrutural e não pontual, não acontece por acaso. Vários fatores contribuíram decisivamente para a nova realidade do mercado financeiro digital brasileiro. Desde logo, o aumento dos níveis de literacia digital e de digitalização da população, a presença e adoção de fintechs por um número crescente de brasileiros e a busca por alternativas ao sistema financeiro tradicional, como o microcrédito digital, por exemplo.
Esses fatores, atuando em conjunto, criaram o cenário ideal para a expansão e a popularização de ativos digitais no Brasil. Os dados confirmam essa tendência: relatórios internacionais, como os da Chainalysis, posicionam o Brasil entre os líderes globais em adoção de criptoativos. Segundo levantamento divulgado pelo Portal do Bitcoin, o país é o 6º com maior adoção de criptomoedas no mundo, com um índice de 17,5%.
O futuro do mercado brasileiro de criptoativos regulados
Hoje, o Brasil é um terreno fértil para a presença e para o desenvolvimento de grandes empresas globais especializadas em soluções cripto e mercados financeiros digitais. São cada vez mais as plataformas que marcam presença no país e que ganham maior confiança junto do consumidor brasileiro.
A Oobit é um exemplo dessa nova geração de empresas que estão construindo infraestrutura para integrar ativos digitais ao cotidiano. Como plataforma de pagamentos em cripto, a Oobit permite que usuários utilizem seu cartao cripto em qualquer estabelecimento que aceite meios de pagamento tradicionais, viabilizando a conversão automática para moeda local no momento da transação. Ao reduzir fricções técnicas e operacionais, a empresa transforma a criptomoeda de instrumento predominantemente especulativo em ferramenta prática de uso diário.
Segundo Eduardo Del Guerra Prota, gerente regional da Oobit para a América Latina e ex-executivo da N21: “O universo dos pagamentos em cripto está hoje onde as fintechs estavam em 2014, poucos players tentando entender o modelo. Hoje, as fintechs são parte essencial do ecossistema de pagamentos no Brasil. Queremos promover a mesma transformação, mas agora com cripto, tornando-a acessível e utilizável por todos”, explicou Eduardo.
Basta pensar no exemplo do Pix, que revolucionou o sistema de pagamentos instantâneos no Brasil, para perceber a familiaridade e abertura da população para novas soluções digitais de pagamento e investimento. O caminho está aberto para a integração cada vez mais completa de serviços cripto no cotidiano, dos pagamentos às transferências nacionais ou internacionais ou ainda às diversas soluções de investimento.
Em um cenário em que consumidores já utilizam o smartphone como principal ferramenta financeira, a possibilidade de pagar uma refeição, reservar uma viagem ou realizar uma compra internacional utilizando criptoativos torna-se uma extensão natural desse comportamento digital.
Por fim, é importante dar nota de que, através da maior regulação e da entrada no mercado de novas soluções de criptoativos, o próprio perfil do investidor brasileiro vem mudando com o tempo. De mais conservador e avesso a novidades e a serviços que não entendia e encarava como sendo de alto risco e volatilidade, o usuário brasileiro faz hoje uma avaliação mais informada sobre o real risco destes ativos e tem uma noção mais aprofundada da importância de diversificar seu portfólio de investimentos e soluções de pagamento.
Em resumo, o tamanho da economia brasileira, o elevado nível de digitalização da população, o avanço regulatório e a colaboração entre setor privado e autoridades públicas posicionam o país como um dos mercados mais promissores para ativos digitais no mundo. Esse ambiente é reforçado por iniciativas institucionais voltadas à inovação financeira, como as diretrizes e políticas do Banco Central para fintechs e serviços financeiros digitais. Com iniciativas como o Drex e o avanço da tokenização de ativos, o Brasil não apenas consolida sua posição como grande mercado consumidor de criptoativos, mas também como potencial polo de inovação financeira na América Latina.
O papel da regulação
Fundamental nessa evolução foi o avanço da regulamentação. A aprovação da Lei nº 14.478/2022, conhecida como o Marco Legal dos Criptoativos, e a designação do Banco Central como órgão responsável pela supervisão do setor representaram um ponto de virada institucional. O novo enquadramento estabeleceu regras claras para prestadores de serviços de ativos virtuais, reforçando exigências de governança, compliance e proteção ao consumidor. É um fato consumado e genericamente aceito que o país deu passos importantes para a criação de um mercado regulado mais transparente e seguro, estabelecendo regras rigorosas para os prestadores de serviços, definindo de forma clara as responsabilidades dos vários atores do mercado e ainda aumentando a supervisão regulatória.
Essas mudanças aumentaram a previsibilidade jurídica, reduziram riscos t-chega-ao-brasil/operacionais e facilitaram a entrada de investidores institucionais. Ao estabelecer padrões mínimos de funcionamento e supervisão, o Brasil passou a oferecer um ambiente mais estável para empresas locais e internacionais que desejam atuar no setor, movimento que já se reflete no interesse crescente dos grandes bancos brasileiros pelo mercado de criptoativos, como mostra reportagem recente do Jornal do Brasil.
O Brasil surge em contraste com outros países onde a utilização de criptomoedas e de outros ativos financeiros digitais acontece em um ambiente de total insegurança e sem enquadramento regulatório. O sucesso do modelo regulado brasileiro é o equilíbrio que conseguiu estabelecer entre a proteção e a segurança jurídica do usuário e o incentivo à inovação tecnológica.
Ainda assim, o setor enfrenta desafios importantes, como a volatilidade inerente aos criptoativos, a necessidade de maior clareza tributária e a harmonização com padrões regulatórios internacionais. Esses pontos exigem evolução contínua do arcabouço regulatório, especialmente à medida que o mercado amadurece e se integra ao sistema financeiro tradicional.