EMPRESAS E NOVOS NEGÓCIOS

CEO da Casas Bahia fala em operação menor e mais rentável após ajustes

A varejista reorganiza lojas, canais digitais e contratos para enfrentar o passivo estrutural

Por ECONOMIA JB
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Publicado em 18/08/2026 às 07:03

Alterado em 18/08/2026 às 08:37

Renato Franklin, CEO da Casas Bahia Foto: reprodução/Linkedin

A Casas Bahia não prevê retomar o crescimento nos próximos dois anos, segundo o presidente da companhia, Renato Franklin. Em teleconferência sobre os resultados do segundo trimestre, o executivo afirmou que a empresa quer usar a recuperação judicial como ferramenta para captar linhas de crédito de curto prazo e avançar na monetização de ativos.

De acordo com Franklin, o objetivo é aliviar o peso de um passivo estrutural antigo, que a varejista tenta resolver desde 2023 sem recorrer ao processo. A companhia também seguirá avaliando a venda de ativos não essenciais e formas de transformar sua infraestrutura logística em geração de caixa.

Cortes em lojas e investimentos

Como parte da segunda fase do plano de transformação, a Casas Bahia reduziu seus investimentos em quase 40%. O redimensionamento inclui o fechamento de 298 lojas menos rentáveis, a redução da estrutura corporativa, a eliminação de níveis hierárquicos e a revisão de contratos e despesas.

Segundo a empresa, as unidades encerradas tinham participação do crediário nas vendas 7 pontos percentuais menor, o que pressionava a rentabilidade. Além disso, a companhia decidiu reduzir volumes em canais online com margem negativa e acelerar a monetização de ativos não essenciais.

Meta é operar menor e com mais rentabilidade

Franklin afirmou que a empresa voltou a uma postura semelhante à do início do plano, priorizando geração de caixa e rentabilidade. A ideia é ajustar o tamanho da operação à capacidade de financiamento disponível, mantendo lojas e canais digitais que permaneceram após o redimensionamento.

Para o CEO, a escala da Casas Bahia e a interdependência com fornecedores e credores devem ajudar nas negociações ao longo do processo. A expectativa é chegar a uma operação menor, mais eficiente e capaz de sustentar as próprias necessidades de caixa, com maior estabilidade nas vendas do que outras empresas que passaram por recuperação judicial no passado.(com informações da Agência Estado)

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