AGROPECUÁRIA
FAO destaca importância da pecuária para consumo de proteína e PIB agrícola
Por JB AGRO
[email protected]
Publicado em 23/09/2026 às 06:03
Alterado em 23/09/2026 às 09:00
Processamento de carne em frigorífico de Promissão (SP) Foto: Reuters/Paulo Whitaker
Sistemas de produção pecuária, incluindo a avicultura, fornecem 33% de toda a proteína consumida no mundo, segundo estudo divulgado pela FAO. O levantamento também mostra que o setor responde por 40% do PIB agrícola global, o que equivale a cerca de US$ 1,8 trilhão.
A análise reforça a relevância da produção animal para a segurança alimentar, especialmente porque a maior parte desse abastecimento ocorre dentro dos próprios países e regiões. No comércio internacional, apenas 15% da carne, 12% dos laticínios e 3% dos ovos produzidos no mundo são negociados.
Quais sistemas lideram a oferta de proteína animal
O relatório aponta que os sistemas mistos de agricultura e pecuária e a criação de aves respondem, cada um, por cerca de 30% do fornecimento mundial de proteína animal. Na sequência aparecem a suinocultura, com 19%, o pastoreio tradicional, com 12%, e os confinamentos, que representam 3%.
No segmento de carnes, os animais monogástricos concentram 74% da produção anual, enquanto os ruminantes somam 26%. Já na produção de leite, o gado bovino é predominante e responde por 81% da oferta global.
Diferenças regionais e pressão por insumos
O estudo também destaca variações importantes entre regiões. Nas Américas, na Europa e na Oceania, a proteína de origem animal responde por mais de 50% do aporte proteico da população, enquanto na África esse índice cai para menos de 18%.
Outro ponto observado é a disputa por terras aráveis entre a produção de ração animal e o cultivo de alimentos para consumo humano. Para ampliar a oferta de alimentos de origem animal, o setor vem recorrendo a subprodutos agroindustriais, fontes alternativas de nutrição e pastagens marginais.
Impacto ambiental da produção pecuária
Na dimensão ambiental, a FAO informa que a pecuária é responsável por 12% das emissões antrópicas de gases de efeito estufa. O gado bovino e o metano entérico aparecem entre as principais fontes dessas emissões, reforçando os desafios do setor para crescer com menor impacto climático. (com informações da Agência Estado)