ECONOMIA
Itaú lucra R$ 12.617 bilhões no trimestre, e R$ 37.405 bilhões em 2026; mas AL cresce mais do que o Brasil
Por GIBERTO MENEZES CÔRTES
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Publicado em 03/11/2026 às 21:19
Alterado em 03/11/2026 às 21:19
Agência do Itaú Foto: Sindicato dos Bancários
O Itaú, maior banco privado do país, teve resultado recorrente gerencial de R$ 12,617 bilhões no terceiro trimestre de 2026, aumento trimestral de 1,7% (sem considerar o resultado de varejo da Colômbia, o aumento seria de 2,5%). O retorno recorrente gerencial sobre o patrimônio líquido foi de 23,6% no consolidado, e de 24,5% nas operações no Brasil. O lucro trimestral no Brasil recuou de 94% para 93,8%, e os lucros da América Latina cresceram de 5,4% para 6,2%.
Nos primeiros nove meses do ano, o Itaú acumulou R$ 37,305 bilhões de lucro recorrente gerencial, com crescimento de 8,1% sobre igual período do ano passado. O retorno recorrente gerencial foi de 24,1%, evolução de 1,2 p.p. em relação aos primeiros nove meses de 2025.
Pessoas físicas são 38,5% do crédito
A carteira de pessoas físicas do Brasil (R$ 500,4 bilhões, ou 38,5%u do total) cresceu 2,7% no trimestre, com destaque para crédito imobiliário (+4,4%) e crédito consignado (+3,5%), nesta última, por conta, principalmente do consignado privado (+11,6%).
A margem financeira com clientes avançou 2,2% no trimestre. Desconsiderando a margem financeira da operação de varejo na Colômbia, o crescimento foi de 2,6%. Esse crescimento ocorreu principalmente pelo maior volume médio de capital de giro próprio e de carteira de crédito (com destaque para as carteiras de financiamento imobiliário, consignado e MPME), além da maior quantidade de dias úteis e corridos.
O índice de inadimplência entre 15 e 90 dias reduziu 0,1 p.p., e terminou o trimestre em 1,7%. Esta redução ocorreu em função da carteira da América Latina (-0,3 p.p.), uma vez que a carteira no Brasil apresentou estabilidade no indicador.
O índice de inadimplência acima de 90 dias consolidado cresceu 0,1 p.p., fechando o trimestre em 2,0%. Houve estabilidade no indicador de pessoas físicas (3,7%) e aumento de 0,1 p.p. em micro, pequenas e médias empresas (de 2,0% para 2,1%), em função da normalização do atraso com o fim das carências dos programas governamentais, conforme antecipado.
O custo do crédito apresentou um aumento de 2,7% na comparação trimestral e ficou em R$ 10,4 bilhões, com aumento das provisões para devedores duvidosos, mas manteve-se no mesmo patamar do trimestre anterior, 2,7%.
As receitas de serviços avançaram 0,2%. Excluindo a Colômbia, o crescimento foi de 0,5%. Houve aumento de 7,8% em administração de recursos, tanto em fundos quanto em consórcios, e de 7,1% em emissão de cartões, compensados por menores receitas em operações de banco de investimento.
Origem dos lucros
O Itaú costuma dividir suas operações no Brasil. O varejo teve lucro trimestral de R$ 5,2 bilhões, com queda de 5% frente ao segundo trimestre deste ano. As operações do atacado, que incluem participações nos bancos da América Latina, renderam R$ 5,7 bilhões, com avanço de 1,1% no trimestre, mas queda de 4,6% sobre o terceiro trimestre do ano passado. Já os negócios de tesouraria e corporativos tiveram ganho trimestral de R$ 1.720 bilhão, com crescimento de 32,1% sobre o segundo trimestre.
As receitas com prestação de serviços e seguros aumentaram 3,0%, devido às maiores receitas com administração de recursos e de resultado de seguros, previdência e capitalização, por conta do crescimento de prêmios ganhos. Esses efeitos positivos foram parcialmente compensados por menores receitas com tarifas de conta, corrente de pessoas físicas e com pagamentos e recebimentos.
As despesas não decorrentes de juros cresceram 3,1%, enquanto o índice de eficiência dos primeiros nove meses ficou em 37,3% no consolidado, redução de 0,6 p.p. em relação ao mesmo período do ano anterior.