ECONOMIA
Boletim Focus: Mercado eleva projeções para juros, inflação e dólar
Por ECONOMIA JB
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Publicado em 03/11/2026 às 10:46
Alterado em 03/11/2026 às 12:17
As projeções para a cotação do dólar ao final do ano subiram de R$ 5,05, há uma semana, para R$ 5,34 Agência Brasil
O mercado financeiro elevou as projeções para a taxa básica de juros, a inflação e o dólar neste ano, segundo o Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central. Ao mesmo tempo, a estimativa de crescimento da economia foi reduzida pela terceira semana consecutiva, refletindo uma visão mais cautelosa sobre o ritmo de atividade nos próximos anos.
Selic sobe nas estimativas para 2026
Na primeira atualização após o resultado das eleições presidenciais, a projeção para a Selic ao fim de 2026 passou de 13,25% para 13,5%. O número repete o patamar estimado há quatro semanas e indica que o mercado ainda espera um corte de 0,25 ponto percentual até o fim deste ano, já que a taxa atual está em 13,75%.
Para 2027 e 2028, as expectativas seguem em 12,5% e 11%, respectivamente. A Selic é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação, e sua trajetória influencia diretamente o crédito, o consumo e os investimentos na economia.
Inflação segue acima da meta
As projeções do mercado para o IPCA, índice oficial da inflação, também subiram. Para 2026, a estimativa avançou de 5,19% para 5,22%, após já ter sido de 5,01% há quatro semanas. Para 2027, a previsão é de 4,76%, e, para 2028, de 4%.
A prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA-15, ficou em 0,32% em outubro. Com isso, o acumulado em 12 meses chegou a 4,62%, acima do teto da meta. A queda em relação a setembro foi influenciada principalmente pela energia elétrica residencial, enquanto os alimentos voltaram a pressionar o índice, com altas relevantes em itens como tomate, cebola, batata-inglesa e arroz.
PIB perde força e dólar é revisto para cima
As expectativas para o Produto Interno Bruto também foram cortadas pela terceira semana seguida. O mercado passou a projetar crescimento de 1,76% para 2026, abaixo dos 1,8% estimados na semana anterior. Para 2027, a previsão é de 1,2%, e, para 2028, de 1,8%.
Já a cotação do dólar ao fim do ano subiu de R$ 5,05 para R$ 5,34. Para 2027 e 2028, o mercado mantém a moeda norte-americana em R$ 5,40, sinalizando um cenário de câmbio mais pressionado no horizonte de médio prazo. (com informações da Agência Brasil)