ECONOMIA
Dólar dispara e Bolsa despenca após reação do mercado à eleição
Por ECONOMIA JB
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Publicado em 26/10/2026 às 19:00
Alterado em 26/10/2026 às 22:25
O dólar comercial fechou em alta de 8,21%, cotado a R$ 5,403 Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O mercado financeiro brasileiro viveu uma sessão de forte volatilidade nesta segunda-feira (26), após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O dólar disparou e a Bolsa sofreu uma das maiores quedas recentes, em meio à reavaliação das apostas feitas por investidores antes do resultado eleitoral.
Dólar tem maior alta diária desde 1999
O dólar comercial fechou em alta de 8,21%, cotado a R$ 5,403. Pela manhã, a moeda americana chegou a R$ 5,6049, ultrapassando a marca de R$ 5,60 e registrando a maior valorização percentual diária desde 13 de janeiro de 1999, quando o país passou por mudanças no regime cambial.
Ao longo do dia, a divisa perdeu força com a realização de lucros e a entrada de recursos de exportadores. O Tesouro Nacional também atuou no mercado por meio da recompra de títulos públicos. Mesmo com a disparada da sessão, o dólar ainda acumulava queda de 1,57% no ano, embora tenha fechado outubro com alta de 4,40%.
Ibovespa cai 13,88% e aciona circuit breaker
O Ibovespa encerrou o pregão em baixa de 13,88%, aos 176.608,23 pontos, no menor nível de fechamento desde 31 de agosto. Durante a manhã, o índice chegou a recuar mais de 17%, atingindo 169.516,43 pontos, o que levou ao acionamento do circuit breaker, mecanismo usado para interromper temporariamente as negociações em momentos de forte estresse.
O volume financeiro movimentado foi de R$ 88,6 bilhões, bem acima da média diária de cerca de R$ 25 bilhões. Com o resultado, a Bolsa apagou os ganhos acumulados em outubro e passou a registrar queda de 5,22% no mês, embora ainda sustente valorização de 9,61% no acumulado de 2026.
Reação do mercado após o resultado eleitoral
A forte oscilação refletiu o ajuste de posições feitas antes da votação. Parte do mercado esperava outro desfecho e precisou adaptar suas estratégias após a confirmação da reeleição de Lula. O movimento intensificou a busca por proteção e elevou a pressão sobre câmbio e ações ao longo da sessão.
Segundo dados do pregão, a combinação de incerteza política, liquidez elevada e ajuste de carteira levou a um dia histórico para os mercados brasileiros. As perdas e ganhos extremos mostraram a sensibilidade dos ativos locais às mudanças no cenário político e econômico. (com informações da Agência Brasil)