ECONOMIA
Mais de R$ 1 bilhão em saldos de bets já foi devolvido aos apostadores
Por ECONOMIA JB
[email protected]
Publicado em 10/10/2026 às 14:37
Alterado em 10/10/2026 às 14:37
. Foto: Agência Brasil
Mais de R$ 1 bilhão em saldos de apostadores de bets já foi devolvido aos usuários dessas plataformas, segundo dados enviados pelas empresas ao governo federal. Com isso, o valor ainda pendente de transferência caiu de R$ 1,2 bilhão para R$ 159 milhões.
Os recursos devem ser devolvidos pelos bancos até 14 de outubro. Os valores restantes pertencem a apostadores que não retiraram o dinheiro dentro do prazo de saque voluntário, encerrado em 5 de outubro.
O que ainda falta para concluir o processo
Os dados informados pelo governo abrangem 22,5 milhões de apostadores, distribuídos em 70,5 milhões de contas. A maior parte do saldo remanescente é de pequeno valor: 90% das contas têm menos de R$ 1 a receber e 97% possuem saldo inferior a R$ 10.
Oito empresas ainda não enviaram aos bancos as informações necessárias para a devolução. A Advocacia-Geral da União (AGU) deve ir à Justiça para obrigá-las a fornecer os dados e permitir a conclusão dos pagamentos.
Se houver impedimento para a devolução pelos bancos, os recursos serão transferidos para a Caixa Econômica Federal, que ficará responsável por repassar os valores aos apostadores.
Combate às apostas ilegais
Entre 25 de setembro e 9 de outubro, o governo encaminhou para bloqueio 16.627 sites ilegais de apostas. Também solicitou a remoção de 3.691 páginas, perfis, canais, grupos e servidores em plataformas digitais.
No Telegram, foram identificados 1.027 grupos com cerca de 18,5 milhões de membros. No TikTok, 115 perfis somavam aproximadamente 459 mil seguidores. No total, os conteúdos ligados a apostas ilegais alcançavam 18,9 milhões de usuários, membros e seguidores.
A ofensiva faz parte do esforço do governo para reduzir a atuação de plataformas irregulares e acelerar a regularização dos valores que ainda precisam ser restituídos aos apostadores. (com informações de Pedro Rafael Vilela, da Agência Brasil)