ECONOMIA
Agosto com deflação e forte queda do preço da energia elétrica
Por ECONOMIA JB
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Publicado em 11/09/2026 às 09:00
Alterado em 11/09/2026 às 10:03
A energia elétrica residencial recuou com força, influenciada pela incorporação do Bônus de Itaipu Foto: ABR
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou agosto com queda de 0,32%, abaixo do resultado de julho. No acumulado do ano, o indicador soma alta de 3,11%, enquanto em 12 meses a variação ficou em 4,22%, também inferior ao período imediatamente anterior.
Entre os grupos pesquisados, despesas pessoais apresentou a maior alta e o maior impacto positivo no mês, puxado principalmente pelo aumento do preço do cigarro. Já habitação registrou a maior queda e teve papel decisivo para o resultado negativo da inflação no período.
Energia elétrica e habitação puxam a baixa
A energia elétrica residencial recuou com força em agosto, influenciada pela incorporação do Bônus de Itaipu nas faturas emitidas no mês. Além disso, permaneceram em vigor a bandeira tarifária amarela e reajustes e reduções de tarifas em diferentes cidades, o que reforçou o comportamento de baixa do grupo habitação.
Também contribuíram para esse movimento o gás encanado e a taxa de água e esgoto, que refletiram reajustes em capitais como Curitiba, Rio de Janeiro e Salvador. O resultado fez de habitação um dos principais responsáveis pela deflação do mês.
Transportes e alimentação também aliviam o índice
No grupo transportes, houve queda nas passagens aéreas e nos combustíveis, com recuos no etanol, no óleo diesel e na gasolina. O gás veicular, no entanto, subiu. Ainda assim, o desempenho do grupo ajudou a reduzir a pressão sobre o índice geral.
Em alimentação e bebidas, a variação foi negativa, influenciada pela alimentação no domicílio. Entre os itens com maiores quedas estão batata-inglesa, cenoura, cebola, tomate, ovo de galinha e café moído. Por outro lado, leite longa vida, frutas e carnes tiveram alta.
A alimentação fora do domicílio também desacelerou, com avanço menor tanto no lanche quanto na refeição. O comportamento dos preços indica um alívio importante no orçamento das famílias, embora ainda haja itens pontuais em alta.
INPC também fecha agosto em queda
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias de menor renda, também recuou 0,32% em agosto. No ano, o indicador acumula alta de 3,17% e, em 12 meses, ficou em 3,98%.
Assim como no IPCA, os produtos alimentícios perderam força, enquanto os não alimentícios passaram a registrar queda. O levantamento do IBGE considera várias regiões metropolitanas e capitais, servindo como referência importante para acompanhar a evolução dos preços no país.