População ocupada chega a 103,3 milhões e massa de renda bate recorde

O setor privado com carteira assinada teve o maior contingente da série, enquanto a massa de rendimento somou R$ 383,5 bilhões

Por ECONOMIA JB

Quantidade de gente trabalhando é a maior da série histórica

A taxa de desocupação ficou em 5,3% no trimestre encerrado em julho, abaixo do resultado do trimestre anterior e também do mesmo período de 2025. A população desocupada recuou para 5,8 milhões de pessoas, enquanto a população ocupada chegou a 103,3 milhões, maior número da série histórica. O nível da ocupação subiu para 58,9%, mostrando expansão do mercado de trabalho no período.

Além da queda no desemprego, o levantamento aponta melhora em indicadores ligados à utilização da força de trabalho. A taxa composta de subutilização caiu para 13,0%, e a população subutilizada diminuiu para 14,9 milhões. O número de desalentados também recuou, chegando a 2,3 milhões, o que indica menos pessoas desistindo de procurar emprego.

Emprego formal e renda avançam

O número de empregados no setor privado com carteira assinada alcançou 39,4 milhões, o maior contingente já registrado. Também houve alta no total de empregados no setor privado, que chegou a 53,2 milhões. Já o trabalho sem carteira somou 13,8 milhões, com crescimento no trimestre, enquanto os trabalhadores por conta própria ficaram estáveis em 26,1 milhões.

Na renda, o rendimento real habitual de todos os trabalhos foi de R$ 3.762, com estabilidade no trimestre e crescimento de 3,3% em relação ao ano anterior. A massa de rendimento real habitual somou R$ 383,5 bilhões, também a maior da série, refletindo a combinação entre mais pessoas ocupadas e renda em alta.

Setores que puxaram a ocupação

Na comparação com o trimestre anterior, apenas a Construção teve aumento significativo na ocupação, com alta de 5,1%. Frente ao mesmo período de 2025, também cresceram Construção, Transporte, armazenagem e correio, além de Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais. Em contrapartida, Serviços domésticos registraram queda no número de ocupados.

O rendimento médio por grupamento de atividade ficou estável na maior parte das categorias. A exceção foi Alojamento e alimentação, que apresentou recuo no trimestre. Já na comparação anual, houve avanço na renda da Indústria, de Outros serviços e de Serviços domésticos. Por posição na ocupação, os maiores aumentos ocorreram entre empregados com carteira, trabalhadores domésticos e conta-própria.

Informalidade segue relevante no mercado

A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores informais. O indicador mostra que, apesar da melhora geral no emprego, uma parcela expressiva da força de trabalho ainda está em vínculos sem proteção formal. Ao mesmo tempo, o crescimento do emprego com carteira indica avanço da formalização em parte do mercado.

O resultado geral combina queda do desemprego, aumento da ocupação e melhora da renda, em um cenário em que alguns segmentos seguem mais dinâmicos do que outros. A leitura dos dados sugere um mercado de trabalho mais aquecido, com expansão do emprego formal e sinais de recuperação também entre trabalhadores por conta própria e em setores específicos da economia. (com informações da Agência IBGE)