ECONOMIA

Desemprego cai para 5,6% e atinge menor nível para maio na série do IBGE

Mercado de trabalho mantém tendência de aquecimento, com mais ocupados, renda maior e leve recuo da informalidade

Por ECONOMIA JB
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Publicado em 26/06/2026 às 09:55

Alterado em 26/06/2026 às 13:54

. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A taxa de desemprego no trimestre encerrado em maio ficou em 5,6%, segundo a Pnad Contínua divulgada pelo IBGE. O resultado representa o menor patamar para o período desde o início da série histórica, em 2012, e indica recuo em relação ao trimestre móvel anterior, quando o índice estava em 5,8%.

Na comparação com o mesmo período de 2024, quando a taxa era de 6,2%, houve melhora no cenário do mercado de trabalho. Para o analista William Kratochwill, o dado reforça uma tendência estrutural de aquecimento e de expansão na absorção de mão de obra.

Ocupação cresce e número de desocupados fica estável

O levantamento aponta 6,1 milhões de pessoas desocupadas no país, um volume considerado estável frente ao trimestre encerrado em fevereiro, quando eram 6,2 milhões. Em relação ao ano anterior, houve queda de 9,3%, o que mostra redução na pressão sobre o mercado de trabalho.

A população ocupada chegou a 102,7 milhões de pessoas no trimestre terminado em maio, alta de 0,5% na comparação com o período anterior. Isso significa mais 558 mil trabalhadores em relação ao trimestre móvel encerrado em fevereiro.

Renda média sobe e informalidade recua

O rendimento médio mensal do trabalhador ficou em R$ 3.726, mantendo estabilidade ante o trimestre anterior e avanço de 4% em relação ao mesmo período do ano passado. Os valores são reais, já descontada a inflação, o que reforça a melhora do poder de compra em relação a 2024.

A taxa de informalidade foi de 37,3%, o equivalente a 38,3 milhões de trabalhadores. O indicador recuou levemente na comparação anual, quando estava em 37,8%, mostrando uma pequena redução na participação de ocupações sem proteção trabalhista.

Contribuição previdenciária e critérios da pesquisa

De acordo com o IBGE, 66,6% dos trabalhadores contribuíram para a previdência, o que corresponde a 68,4 milhões de pessoas. A contribuição garante acesso a benefícios como aposentadoria, auxílio por incapacidade e pensão por morte.

A Pnad Contínua considera pessoas com 14 anos ou mais em diferentes formas de ocupação, como trabalho com carteira, sem carteira, temporário e por conta própria. O instituto também informa que só é classificada como desocupada a pessoa que procurou emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa. (com informações da Agência Brasil)