Inflação desacelera em julho e conta de luz volta a pesar no orçamento
IPCA perdeu força no mês, mas a energia elétrica residencial foi o principal destaque de alta
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,07% em julho, taxa inferior à de junho. No acumulado do ano, a inflação ficou em 3,44%, enquanto em 12 meses o índice alcançou 4,44%, abaixo do resultado observado no período anterior.
Entre os grupos pesquisados, habitação foi o principal destaque de alta. A energia elétrica residencial acelerou e teve o maior impacto individual no mês, influenciada por reajustes tarifários em diferentes capitais e pela manutenção da bandeira amarela nas contas de luz.
Alimentação recua e ajuda a conter a inflação
O grupo alimentação e bebidas caiu 0,67% em julho, com forte influência da alimentação no domicílio. Produtos como tomate, batata-inglesa e cenoura tiveram quedas expressivas, enquanto leite longa vida e frutas apresentaram altas.
Fora de casa, a alimentação também subiu, com aceleração no lanche e na refeição. Ainda assim, o alívio nos preços de itens básicos ajudou a limitar uma alta mais forte do IPCA no mês.
Transportes, saúde e diferenças regionais
Em transportes, a elevação das passagens aéreas foi parcialmente compensada pela queda nos combustíveis. Etanol, gasolina, óleo diesel e gás veicular registraram recuos, contribuindo para uma variação discreta do grupo.
Saúde e cuidados pessoais também avançou, puxado por itens de higiene pessoal e planos de saúde. Já no recorte regional, Rio Branco registrou a maior alta do mês e Belém teve a menor variação, refletindo diferenças nos preços de energia, passagens, gasolina e alimentos.
INPC fecha julho no negativo
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias de menor renda, variou -0,01% em julho. No ano, o indicador soma alta de 3,50% e, em 12 meses, chegou a 4,10%.
Assim como no IPCA, os alimentos caíram mais fortemente no mês, enquanto os produtos não alimentícios apresentaram avanço moderado. São Paulo teve a maior alta regional do INPC, e Belém novamente registrou a menor variação.