Copom começa reunião com expectativa de novos cortes na Selic

Decisão sobre os juros será anunciada na noite de quarta-feira, após o mercado reduzir as projeções para inflação e taxa básica

Por ECONOMIA JB

Banco Central

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central inicia nesta terça-feira a quinta reunião de 2026 para definir o rumo da taxa básica de juros. A decisão será anunciada na noite de quarta-feira, após dois dias de discussões sobre o cenário econômico nacional e internacional.

O encontro ocorre em um ambiente de revisão das expectativas do mercado para juros e inflação, com sinais de maior espaço para novos cortes na Selic até o fim do ano.

O que mostra o Boletim Focus

Na véspera da reunião, o Boletim Focus divulgou uma nova queda nas projeções para a Selic no encerramento de 2026, de 14% para 13,75%. Foi a primeira mudança após cinco semanas de estabilidade e reforça a leitura de que o mercado espera ao menos mais um ou dois cortes no período.

O levantamento também reduziu a estimativa para o IPCA de 2026, que passou de 5,12% para 5,03%. A projeção caiu pela quinta semana consecutiva, mas ainda segue acima do teto da meta de inflação, hoje em 4,5%.

Como funciona a Selic

A Selic é a taxa de referência da economia brasileira e serve como principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Quando sobe, o crédito tende a ficar mais caro, o consumo desacelera e a pressão sobre os preços diminui. Quando cai, o efeito costuma ser o oposto, com estímulo ao consumo, ao investimento e à atividade econômica.

Além da taxa básica, os bancos consideram risco de inadimplência, custos operacionais e margem de lucro para definir os juros cobrados dos consumidores. Por isso, a Selic influencia o mercado de crédito de forma ampla, mas não determina sozinha o custo final dos financiamentos.

Meta de inflação e próximos passos

Desde janeiro de 2025, o país adota o sistema de meta contínua de inflação, com objetivo de 3% e margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Isso estabelece um limite superior de 4,5% e um piso de 1,5%.

Mesmo com a melhora recente nas expectativas, a inflação projetada para 2026 continua acima do teto da meta, um fator que segue no radar do Banco Central na definição da política monetária. A decisão do Copom nesta semana deve indicar se o ciclo de cortes continuará ou se a autoridade monetária adotará uma postura mais cautelosa. (com informações da Agência Brasil)