ECONOMIA
São Paulo lidera expansão de data centers enquanto isenção de impostos segue indefinida
Por ECONOMIA JB
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Publicado em 24/08/2026 às 13:08
Alterado em 24/08/2026 às 13:08
. Foto: Pixabay
O mercado de data centers no Brasil deve crescer 30% em capacidade instalada neste ano, considerando os projetos já em andamento. O avanço supera a média dos últimos cinco anos, que ficou em torno de 20% ao ano, e ocorre mesmo sem a aprovação do Redata, regime especial de tributação para o setor.
Segundo a consultoria JLL, a expansão é puxada por demandas locais que não podem ser adiadas. A digitalização da economia brasileira, o aumento da necessidade de processamento de dados e a adoção da inteligência artificial também reforçam esse movimento.
Projetos e capacidade instalada
O levantamento mostra que os data centers no país somam 706 megawatts (MW) de capacidade instalada e têm mais 660 MW em construção. Se todos os empreendimentos forem entregues, o parque nacional chegará a 1.366 MW até o fim de 2028.
Entre os principais projetos, está o empreendimento do TikTok com a Omnia no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, no Ceará. A obra terá 200 MW, quase um terço de tudo o que está em construção no Brasil.
São Paulo segue na liderança
Apesar da expansão no Nordeste, São Paulo continua como principal polo do setor. O estado concentra novos projetos em Barueri, Santana de Parnaíba e Franco da Rocha, cidade que receberá o primeiro projeto da multinacional Ada Infrastructure no Brasil.
A movimentação no mercado também é influenciada pela busca de empresas estrangeiras por energia limpa e pela saturação de mercados já consolidados nos Estados Unidos e na Europa, o que favorece a atração de investimentos para o país.
Redata segue como entrave
A indefinição sobre o Redata ainda é vista como um obstáculo para acelerar novos aportes. Muitos operadores mantiveram projetos em espera à expectativa de que o benefício fiscal seja aprovado nos próximos anos.
Para a JLL, se o regime estivesse em vigor, a expansão do mercado poderia ser pelo menos 50% maior. Mesmo assim, o setor segue em crescimento e deve continuar atraindo investimentos nos próximos anos. (com informações da Agência Estado)