ECONOMIA

Focus reduz projeções para PIB de 2026 e 2027

Mercado também atualizou as estimativas para o dólar até 2029

Por ECONOMIA JB
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Publicado em 10/08/2026 às 11:14

Alterado em 10/08/2026 às 11:14

No câmbio, a mediana do Focus para o dólar no fim de 2026 permaneceu em R$ 5,20 Foto: Getty Imagens

A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 recuou de 1,99% para 1,98%. Um mês antes, a estimativa era a mesma. Entre as 24 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a previsão caiu de 2,00% para 1,94%.

O crescimento esperado pelo mercado continua próximo ao indicado pelo Banco Central, que projeta expansão de 2,0% para 2026 no Relatório de Política Monetária (RPM) do segundo trimestre.

Projeções para 2027, 2028 e 2029

Para 2027, a mediana do Focus para o PIB brasileiro passou de 1,57% para 1,52%. Considerando apenas as 23 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa intermediária subiu de 1,50% para 1,52%. Já as medianas para 2028 e 2029 permaneceram em 2,00%, pela 126ª e 73ª semana seguida, respectivamente.

Esse comportamento mostra estabilidade nas expectativas de longo prazo, mesmo com pequenos ajustes nas projeções mais próximas, que costumam reagir com mais rapidez a novos dados da economia e a mudanças no cenário macroeconômico.

Perspectiva para o dólar

No câmbio, a mediana do Focus para o dólar no fim de 2026 permaneceu em R$ 5,20 pela oitava semana seguida. Para 2027, a projeção continuou em R$ 5,28, mesmo nível de um mês atrás, embora tenha oscilado ao longo do período.

A estimativa para o fim de 2028 ficou em R$ 5,30 pela terceira semana consecutiva, abaixo dos R$ 5,34 registrados um mês antes. Já a previsão para 2029 caiu de R$ 5,39 para R$ 5,37, depois de ter marcado R$ 5,40 há um mês.

Como o Focus calcula o câmbio

O Focus passou a calcular a projeção anual do câmbio com base na média da taxa em dezembro, e não mais no valor projetado para o último dia útil do ano, regra que vigorou até 2020. Isso altera a forma de leitura das expectativas, sem mudar o objetivo do levantamento, que é capturar as projeções do mercado para variáveis-chave da economia brasileira. (com informações da Agência Brasil)

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