Exportações à Europa crescem com acordo Mercosul-UE
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O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que, em apenas dois meses de vigência provisória do acordo Mercosul-União Europeia, as exportações brasileiras para o bloco europeu cresceram R$ 10 bilhões. O aumento representa 26% na comparação com o mesmo período de 2025.
Segundo Alckmin, o resultado reforça a importância da abertura comercial e do diálogo com parceiros internacionais. Em publicação nas redes sociais, ele comemorou o desempenho e disse que quem aposta contra o Brasil “sai no prejuízo”.
Agro e indústria puxam o crescimento
O vice-presidente destacou que os ganhos vieram tanto do agronegócio quanto da indústria. Entre os produtos citados, estão manga, café e mel, além de máquinas e motores, que ampliaram os embarques ao mercado europeu.
Alckmin também incentivou exportadores brasileiros a buscar oportunidades no exterior por meio do site da ApexBrasil. A iniciativa faz parte da estratégia do governo para ampliar destinos das vendas nacionais e reduzir a dependência de mercados mais restritivos.
Diversificação de mercados
A movimentação ocorre dias depois de os Estados Unidos confirmarem uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A medida foi anunciada após investigação conduzida pelo USTR com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
O processo teve como alvo temas como desmatamento ilegal, pirataria e o sistema de pagamentos PIX. Diante disso, o governo brasileiro intensificou a busca por novos mercados, apostando na ampliação de acordos comerciais e na diversificação das exportações.
O que muda com o acordo Mercosul-UE
Depois de mais de 25 anos de negociações, o tratado entrou em vigor provisoriamente em 1º de maio. A previsão é de redução gradual de tarifas para 91% dos produtos importados pelo Mercosul e 95% dos produtos importados pela União Europeia ao longo dos próximos anos.
Na avaliação do governo, o avanço nas vendas para a Europa é uma prova de que o acordo pode gerar mais competitividade para empresas brasileiras e ampliar oportunidades para trabalhadores e setores produtivos do país. (com informações da Agência Estado)