ECONOMIA
Durigan: em comparação com outras economias, Brasil está em situação proporcionalmente melhor do que países desenvolvidos
Por ECONOMIA JB
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Publicado em 27/07/2026 às 12:35
Alterado em 27/07/2026 às 12:38
Ministro Dario Durigan Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a dívida pública brasileira continua elevada, mas está sob controle. Em entrevista, ele destacou que a comparação com outras economias mostra o Brasil em situação proporcionalmente melhor do que países desenvolvidos, embora isso não signifique conforto fiscal.
Segundo o ministro, não existe um limite único definido por organismos internacionais para medir o endividamento de um país. Para ele, a análise precisa considerar o tamanho da economia, a estrutura fiscal e as condições específicas de cada nação.
Juros são o principal problema
Durigan disse que a dívida bruta brasileira está entre 80% e 81% do PIB, mas ressaltou que o ponto central da pressão sobre as contas públicas hoje é o custo dos juros. Na avaliação dele, o endividamento cresce sobretudo pelo gasto para rolar a própria dívida, além do efeito dos juros altos sobre a economia em geral.
O ministro afirmou que o governo não enfrenta déficit primário neste momento e que a dificuldade está em impedir que a dívida continue avançando. Ele defendeu que a redução desse peso depende da construção de confiança sobre a condução da política econômica.
Projeções e credibilidade fiscal
De acordo com Durigan, projeções do Tesouro Nacional indicam que a dívida brasileira deve continuar subindo até 2030, para depois começar a cair em termos proporcionais ao PIB. Ele argumentou que investidores precisam enxergar uma trajetória sustentável para que o custo de financiamento diminua.
Na visão do ministro, credibilidade fiscal é essencial para criar estabilidade e abrir espaço para investimentos. Ele afirmou que mostrar responsabilidade nas contas públicas ajuda a reduzir incertezas e melhora a percepção sobre o país no médio prazo.
Cenário internacional aumenta a pressão
Durigan também relacionou a necessidade de consolidação fiscal ao ambiente global de instabilidade, marcado por guerras e tensões geopolíticas. Segundo ele, o Brasil precisa se preparar para um mundo mais incerto com medidas racionais que preservem as contas públicas.
O ministro disse que o equilíbrio fiscal não deve ser visto apenas como resposta ao mercado financeiro, mas como instrumento para garantir crescimento sustentável, ampliar investimentos estratégicos e melhorar as condições de vida da população. (com informações da Agência Brasil)