ECONOMIA
Ministro Durigan rebate EUA e defende o Pix em disputa comercial
Por ECONOMIA JB
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Publicado em 04/07/2026 às 06:01
Alterado em 04/07/2026 às 08:17
Ministro Dario Durigan Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, rebateu os argumentos do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para recomendar a aplicação de novas tarifas ao Brasil. Segundo ele, as justificativas apresentadas pelo governo americano não se sustentam e não deveriam prevalecer diante da análise técnica do caso.
No relatório preliminar divulgado em 1º de junho, o USTR acusou o Brasil de adotar práticas ilegais em áreas como comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, proteção de propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais, incluindo o desmatamento ilegal. O órgão americano sugeriu uma sobretaxa de 25% sobre produtos importados brasileiros, com exceção de grande parte dos itens agropecuários.
Pix no centro da disputa comercial
Durigan afirmou que o argumento de que o Pix prejudica atores norte-americanos não faz sentido. Para o ministro, o sistema é uma infraestrutura desenvolvida ao longo do tempo pelo Brasil, com participação de diferentes agentes, e oferecida de forma universal a todos que atuam no país.
Ele destacou ainda que qualquer empresa ou pessoa que opere no Brasil tem acesso ao Pix, o que reforça a ideia de que a ferramenta não é excludente. Na avaliação do governo brasileiro, o sistema contribui para ampliar a concorrência, reduzir custos de transação e fortalecer a inclusão financeira.
Resposta formal do Brasil ao USTR
O governo brasileiro encaminhou em 1º de junho uma resposta oficial ao USTR. No documento, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que o Pix está longe de excluir empresas estrangeiras e que funciona como uma infraestrutura pública de acesso aberto.
Segundo o Itamaraty, a participação no sistema é amplamente disponível em condições não discriminatórias. A diplomacia brasileira sustenta que o Pix foi criado para promover concorrência e abrir novas oportunidades para provedores privados, inclusive empresas dos Estados Unidos.
Agronegócio acompanha a investigação em Washington
A investigação ainda não foi concluída, e o governo brasileiro busca evitar a imposição das tarifas anunciadas. Nesta segunda-feira, 6, entidades do agronegócio participam de nova audiência em Washington para defender o setor diante das acusações de supostas práticas desleais no comércio.
O caso segue em análise nos Estados Unidos, enquanto o Brasil tenta demonstrar que as alegações do USTR não se confirmam e que eventuais medidas tarifárias poderiam prejudicar a relação comercial entre os dois países. (com informações da Agência Estado)