ECONOMIA
Dólar volta a subir e bolsa cai com cautela nos mercados
Por ECONOMIA JB
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Publicado em 01/07/2026 às 18:50
Alterado em 01/07/2026 às 19:09
. Foto: Reuters/Jo Yong-Hak
O dólar comercial voltou a fechar acima de R$ 5,20 nesta quarta-feira (1º), em alta de 0,92%, cotado a R$ 5,209. A moeda americana chegou à máxima de R$ 5,219 ao longo do dia e encerrou no maior nível desde 30 de março. Apesar da valorização recente, o dólar ainda acumula queda de 5,08% no ano.
A pressão veio principalmente do cenário externo. Investidores seguem atentos à possibilidade de o Federal Reserve manter uma postura cautelosa antes de iniciar cortes de juros. Taxas mais altas nos Estados Unidos tornam os títulos do Tesouro americano mais atraentes, reforçam a demanda pelo dólar e reduzem o fluxo para mercados emergentes, como o Brasil.
Expectativa com o payroll dos Estados Unidos
O mercado reagiu também aos dados do setor privado americano, que mostraram criação de 98 mil empregos em junho. Agora, a atenção se volta para o payroll, relatório oficial de emprego que será divulgado nesta quinta-feira (2) e pode influenciar os próximos passos da política monetária dos EUA.
Declarações de dirigentes do Fed e do Banco Central Europeu também mantiveram o ambiente de cautela, sem sinalização clara sobre quando poderá começar o ciclo de redução dos juros. Esse cenário reforçou a busca por proteção e ampliou a força do dólar diante de outras moedas.
B3 fecha em baixa no primeiro pregão de julho
No mercado doméstico, o Ibovespa encerrou o pregão com queda de 0,20%, aos 171.688 pontos. O índice oscilou bastante ao longo da sessão, chegando a cair mais de 1% antes de reduzir as perdas e se aproximar da estabilidade em parte do dia. Foi o primeiro pregão do segundo semestre, período em que investidores costumam rever posições e aumentar a volatilidade.
O desempenho da B3 também refletiu o menor apetite por ativos de risco e a saída de capital estrangeiro. Em junho, o saldo líquido dos investimentos externos na bolsa ficou negativo em R$ 8,7 bilhões, mantendo a tendência observada desde abril.
Setores tiveram comportamento misto
Entre os destaques do dia, ações de bancos fecharam sem direção única. Petroleiras oscilaram acompanhando a queda do petróleo no mercado internacional, enquanto mineradoras terminaram próximas da estabilidade. No Brasil, investidores também acompanharam pesquisas eleitorais e a notícia de que Michelle Bolsonaro deixou a presidência do PL Mulher, fatores que adicionaram cautela aos negócios.
O Banco Central informou ainda que o fluxo cambial do país ficou positivo em US$ 7,168 bilhões até 26 de junho, dado que teve impacto limitado sobre os mercados. Para os próximos dias, a expectativa é de que os indicadores da economia americana continuem definindo o rumo dos juros nos Estados Unidos e, por consequência, o comportamento do câmbio, da bolsa e do fluxo de investimentos para mercados emergentes.