ECONOMIA

Caixa renegocia R$ 5,5 bilhões em dívidas no Novo Desenrola Brasil

Programa federal já soma bilhões em acordos e oferece condições especiais para famílias, empresas e estudantes

Por ECONOMIA JB
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Publicado em 26/06/2026 às 13:32

Alterado em 26/06/2026 às 13:32

. Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

A Caixa Econômica Federal informou que R$ 5,5 bilhões em dívidas já foram renegociados por meio do Novo Desenrola Brasil. O desconto médio concedido nos acordos foi de 79,3%, em um balanço que reúne diferentes frentes do programa federal.

Do total renegociado, R$ 460,66 milhões correspondem ao Desenrola Famílias, R$ 2 bilhões ao Desenrola Empresas e mais de R$ 3 bilhões ao Desenrola Fies. No Desenrola Rural, o valor já renegociado chega a cerca de R$ 3,5 milhões.

Condições do Desenrola Famílias

O Desenrola Famílias é voltado para pessoas físicas com renda mensal de até cinco salários-mínimos. O programa oferece juros de 1,99% ao mês, descontos de até 90% e prazo de pagamento entre 12 e 48 meses, com parcelas a partir de R$ 50.

Segundo a Caixa, podem ser incluídos contratos firmados até 31 de janeiro de 2026 que apresentem atraso entre 91 e 720 dias. A proposta é facilitar a renegociação de dívidas e ampliar o acesso a condições mais favoráveis para quem está em atraso.

Endividamento e inadimplência seguem em alta

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da CNC, mostra que o endividamento das famílias brasileiras continuou avançando em 2026. Em maio, 81,6% das famílias estavam endividadas, alta de 0,7% na comparação com abril e de 3,4% em relação a maio de 2025.

Já a inadimplência chegou a 29,9%, com leve aumento de 0,2% no mês e de 0,4% frente ao mesmo período do ano passado. A CNC projeta continuidade desse movimento nos próximos meses, com avanço do endividamento e ligeira alta das contas em atraso.

Expectativa com o Desenrola 2.0

Mesmo com esse cenário, a CNC avalia que o Desenrola 2.0, lançado em maio, pode ajudar a aliviar a pressão sobre os consumidores. A entidade espera que o programa repita a desaceleração dos indicadores observada na primeira versão, em 2023.