ECONOMIA
'Tariflávio': EUA propõem tarifa de 12,5% ao Brasil em investigação sobre trabalho forçado
Por ECONOMIA JB
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Publicado em 03/06/2026 às 07:09
Alterado em 03/06/2026 às 08:20
Baixa popularidade global de Donald Trump vem colando na família Bolsonaro no Brasil Foto: Ansa/AFP
O governo dos Estados Unidos propôs nesta terça-feira (2) uma nova tarifa de 12,5% ao Brasil em uma investigação comercial sobre a importação de bens produzidos com trabalho forçado. A medida também atinge a União Europeia e outros 58 países, sob a alegação de que essas economias falham em impedir e aplicar de forma efetiva a proibição desse tipo de produto.
O que diz o USTR
O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) afirmou que a prática onera ou restringe o comércio americano. Segundo o representante comercial Jamieson Greer, a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado coloca os trabalhadores dos Estados Unidos em desvantagem na competição global.
Greer disse que a falha dos principais parceiros comerciais em enfrentar esse problema é inaceitável e afirmou que os EUA não vão tolerar a continuidade dessa disparidade. A proposta foi apresentada com base na Seção 301 da Lei de Comércio Americana, a mesma usada em outras investigações recentes.
Como ficam as tarifas propostas
Para 14 economias, entre elas Canadá, México, Reino Unido, União Europeia e Argentina, a tarifa adicional proposta é de 10%. Já para outras 46 economias, incluindo o Brasil, a taxa sugerida é de 12,5%. Em caso de aprovação, o percentual ao Brasil se somaria aos 25% anunciados um dia antes em outra investigação sobre práticas consideradas incoerentes com os EUA.
O relatório também prevê um mecanismo especial para a indústria têxtil, com o objetivo de reduzir a tarifa sobre certo volume de importações de vestuário dos EUA, embora a quantidade não tenha sido detalhada. O cálculo final levará em conta os volumes de importação e exportação entre os Estados Unidos e os países envolvidos.
Próximos passos e reação do Brasil
Uma audiência pública para discutir a proposta está marcada para 7 de julho, em Washington, um dia após a audiência referente à investigação específica sobre o Brasil. Até o momento, o Itamaraty não comentou publicamente a nova medida, embora tenha participado das tratativas com o USTR durante o processo.
Segundo a apuração citada no texto, o governo brasileiro também levou aos EUA uma denúncia sobre déficit de fiscais do trabalho. O ministro Mauro Vieira havia defendido que o governo americano evitasse aplicar uma punição ao país.
Países afetados
Entre as 14 economias sujeitas à tarifa de 10% estão Argentina, Bangladesh, Camboja, Canadá, El Salvador, Equador, Guatemala, Indonésia, Malásia, México, Paquistão, Reino Unido, Taiwan e a União Europeia. Já a lista das 46 economias com taxa de 12,5% inclui, além do Brasil, países como África do Sul, Austrália, China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Rússia, Suíça, Turquia e Venezuela.
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— ????Eliani Carvalho???? ?? (@ElianiC4rvalhoo) June 2, 2026