ECONOMIA

PIB cresce 2,3% em 2025 e fecha o ano em R$ 12,7 trilhões

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Por ECONOMIA JB
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Publicado em 03/03/2026 às 09:00

Alterado em 03/03/2026 às 14:10

Na Indústria, o destaque positivo foram as extrativas (8,6%) devido ao crescimento da extração de petróleo e gás Foto: André Ribeiro/Agência Petrobras

Em 2025, o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu 2,3% frente a 2024. A Agropecuária (11,7%), os Serviços (1,8%) e a Indústria (1,4%) cresceram.

Em valores correntes, o PIB totalizou R$ 12,7 trilhões em 2025. Já o PIB per capita chegou a R$ 59.687,49, com avanço real de 1,9% frente ao ano anterior.

A taxa de investimento em 2025 foi de 16,8% do PIB, contra 16,9% em 2024. A taxa de poupança, por sua vez, ficou em 14,4% em 2025, ante 14,1% em 2024.

Frente ao 3º trimestre de 2025, na série com ajuste sazonal, o PIB variou 0,1%. Houve altas nos Serviços (0,8%) e na Agropecuária (0,5%), enquanto a Indústria recuou 0,7%.

Em relação ao 4º trimestre de 2024, o PIB avançou 1,8%. Houve crescimento na Agropecuária (12,1%), na Indústria (0,6%) e nos Serviços (2,0%).

PIB per capita alcançou R$ 59.687,49

O PIB em 2025 cresceu 2,3% frente ao ano anterior. Com isso, o PIB per capita alcançou R$ 59.687,49, com avanço real de 1,9% frente ao ano anterior. O PIB resultou do aumento de 2,4% do Valor Adicionado a preços básicos e de 1,7% no volume dos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios. O resultado do Valor Adicionado nesta comparação refletiu os desempenhos da Agropecuária (11,7%), da Indústria (1,4%) e dos Serviços (1,8%).

A variação em volume do Valor Adicionado da Agropecuária em 2025 (11,7%) decorreu, principalmente, do crescimento da produção e da produtividade na Agricultura. Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE), várias culturas registraram crescimento de produção em 2025, com destaque para o milho (23,6%) e a soja (14,6%), que alcançaram produções recordes na série histórica. Cabe ressaltar que a Pecuária também teve contribuição positiva em 2025.

Na Indústria, o destaque positivo foram as extrativas (8,6%) devido ao crescimento da extração de petróleo e gás. A Construção cresceu 0,5%, justificada pela alta da massa salarial real na atividade. Por outro lado, a Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos apresentou variação negativa (-0,4%), influenciada pela piora relativa das bandeiras tarifárias em relação a 2024. Já as Indústrias de Transformação registraram variação negativa (-0,2%), principalmente, pela queda na fabricação de coque e derivados do petróleo; produtos de metal e bebidas.

Todas as atividades dos Serviços cresceram: Informação e comunicação (6,5%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2,9%), Transporte, armazenagem e correio (2,1%), Outras atividades de serviços (2,0%), Atividades imobiliárias (2,0%), Comércio (1,1%) e Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,5%).

Pela ótica da despesa, houve crescimento de 2,9% da Formação Bruta de Capital Fixo, explicado pelo acréscimo da importação de bens de capital, desenvolvimento de software, além da alta na Construção, que compensaram a queda na produção interna de bens de capital.

O Consumo das Famílias cresceu 1,3% em relação ao ano anterior puxada pela melhora no mercado de trabalho, pelo aumento do crédito e pelos programas governamentais de transferência de renda. Entretanto, esta taxa representa uma desaceleração em relação ao crescimento de 2024 (5,1%) devido, principalmente, aos efeitos adversos da política monetária contracionista. O Consumo do Governo, por sua vez, cresceu 2,1%.

No setor externo, houve altas tanto nas Exportações de Bens e Serviços (6,2%) quanto nas Importações de Bens e Serviços (4,5%). Na pauta de exportações, os destaques foram: extração de petróleo; veículos automotores; agropecuária. Nas importações, destacam-se: outros equipamentos de transportes; máquinas e equipamentos; produtos químicos.

Estabilidade de 0,1% em relação ao 3º tri de 2025

No quarto trimestre de 2025, o PIB apresentou variação positiva de 0,1% ante o terceiro trimestre de 2025, na série com ajuste sazonal. Os Serviços e a Agropecuária cresceram 0,8% e 0,5%, respectivamente. Já a Indústria recuou 0,7%.

Entre as atividades industriais, houve queda na Construção (-2,3%) e nas Indústrias de Transformação (-0,6%). Por outro lado, as Indústrias Extrativas (1,1%) e a Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (1,5%) tiveram resultados positivos.

Nos Serviços, houve variações positivas em Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (3,3%), Informação e comunicação (1,5%), Outras atividades de serviços (0,7%), Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,4%). Houve estabilidade em Atividades imobiliárias (0,2%), e resultados negativos em Comércio (-0,3%), Transporte, armazenagem e correio (-1,4%).

Pela ótica da despesa, houve crescimento no Consumo do Governo (1,0%), estabilidade no Consumo das Famílias (0,0%) e queda da Formação Bruta de Capital Fixo (-3,5%).

No setor externo, na mesma comparação, as Exportações de Bens e Serviços avançaram 3,7%, enquanto as Importações de Bens e Serviços caíram 1,8%.

Em relação ao 4º tri de 2024, PIB cresce 1,8%

Frente ao mesmo período de 2024, o PIB avançou 1,8% no último trimestre de 2025, seu vigésimo resultado positivo consecutivo nesta comparação. O Valor Adicionado a preços básicos e os Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios cresceram 1,9% e 1,0%, respectivamente.

A Agropecuária cresceu 12,1% no quarto trimestre de 2025, nessa comparação, devido à contribuição positiva da Pecuária e ao bom desempenho de alguns produtos com safra relevante no trimestre, com destaque para fumo (29,8%), laranja (28,4%) e trigo (3,7%).

A Indústria avançou 0,6% no quarto trimestre de 2025. As Indústrias Extrativas (12,0%) obtiveram alta, puxadas pelo crescimento na extração de petróleo e gás. A Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos também registrou avanço (1,0%), puxado pelo crescimento do consumo residencial de energia elétrica e gás. Por outro lado, as Indústrias de Transformação recuaram (-2,0%), seu terceiro resultado negativo consecutivo nessa comparação, influenciadas pela retração em fabricação de derivados do petróleo; indústria automobilística; produtos de metal; e produtos químicos. A Construção recuou 2,9% no trimestre, corroborado pela queda no emprego na atividade, na produção de insumos típicos e na comercialização de material da construção.

Os Serviços cresceram 2,0% ante o mesmo período do 2024, principalmente, pelos resultados positivos de Informação e comunicação (7,1%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (4,5%), Outras atividades de serviços (2,1%), Atividades Imobiliárias (1,9%), Transporte, armazenagem e correio (1,7%), Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,9%) e Comércio (0,2%).

No quarto trimestre de 2025, o Consumo das Famílias cresceu 1,0%, beneficiado pelos resultados favoráveis do mercado de trabalho, pelo aumento no crédito e pelos programas governamentais de transferência de renda, frente ao mesmo trimestre de 2024. O Consumo do Governo (3,6%) também teve elevação no período. A Formação Bruta de Capital Fixo teve queda de 3,1% no quarto trimestre de 2025, devido ao recuo da produção interna de bens de capital e da Construção.

No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços cresceram 14,2%, enquanto as Importações de Bens e Serviços recuaram 0,3% no quarto trimestre de 2025. Na pauta de exportações, os melhores desempenhos foram de agricultura; extração de petróleo; produtos alimentícios; e extração de minerais metálicos. Nas importações, os destaques negativos foram: produtos químicos; máquinas; aparelhos elétricos extração de petróleo e os destaques positivos foram: derivados de petróleo e extração de minerais não metálicos.

PIB chega a R$ 12,7 trilhões

O PIB em 2025 totalizou R$ 12,7 trilhões, sendo R$ 11,0 trilhões do Valor Adicionado a preços básicos e R$ 1,8 trilhão de Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios. Considerando o Valor Adicionado das atividades no ano, a Agropecuária registrou R$ 775,3 bilhões, a Indústria R$ 2,6 trilhões e os Serviços R$ 7,6 trilhões. Entre os componentes da despesa, o Consumo das Famílias totalizou R$ 8,1 trilhões, o Consumo do Governo R$ 2,4 trilhões e a Formação Bruta de Capital Fixo R$ 2,1 trilhões. A Balança de Bens e Serviços ficou superavitária em R$ 44,6 bilhões e a Variação de Estoque foi de R$ 30,2 bilhões.

A taxa de investimento de 2025 foi de 16,8% do PIB, contra 16,9% em 2024. Já a taxa de poupança, ficou em 14,4%, ante 14,1% em 2024.